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CONSUMIDOR

Cobrança abusiva em produtos gera indignação e é alvo de relatório do Procon a Polícia Federal

20 março 2020 - 17h27 Por Rosana Siqueira

Indignação. Este é o sentimento expressado pelo superintendente do Procon MS, Marcelo Salomão, em relação aos fornecedores e distribuidoras de insumos básicos de combate ao coronavírus estarem cobrando preços abusivos pelo álcool gel. Salomão participou por telefone nesta sexta-feira (20) do programa Giro Estadual de Notícias e falou sobre os abusos que estão sendo praticados neste período de crise na saúde.

"Indignação. Este é o sentimento de desabafo do que presenciamos na rua, nas lojas que vendem produtos desta natureza. Aí recebemos denúncias de que distribuidores não estão recebendo produtos, ou estão com preço mais caro. Por isso estamos indo nos distribuidores para ver porque está vendendo mais caro e a cadeia fecha na indústria", salientou.

Salomão destaca que o Brasil está doente, em todas as classes sociais e as pessoas estão aumentando o custeio de produto sem motivo justificado. "São canalhas, são pessoas que não pensam no ser humano. Não tenham medo de falar destes cidadãos porque o que estamos passando hoje, é um quadro de exceção destes produtos. Não estamos em falta de insumos, nós temos o produto no Brasil", enfatizou.

Por isso ele destaca que não justifica o reajuste de preços abusivos. "Eu tenho denúncias no Procon de hospitais públicos e privados. Denúncias do Governo de que os produtos não estão chegando nos hospitais. E o que é mais grave , num momento em que nós, cidadãos, seres humanos, tínhamos  que nos unir nos estamos pensando no lucro pelo lucro. Na vaidade de ganhar dinheiro pela pilantragem contras pessoas", criticou.

Ele disse ainda que está fazendo relatório neste sentido que será encaminhado pelo Procon para a Polícia Federal. "O que estamos vendo é uma vergonha. O que vemos no nosso País, um fato que afeta todas as classes sociais. Não temos mais diferença em hospitais públicos. É falta de máscaras, álcool em gel, avental, quesitos básicos para que profissionais possam atender nossos doentes", alega.

O superintendente lembra ainda que os mais vulneráveis desta relação são os que estão na linha de frente de combate ao coronavírus. "Profissionais de saúde são os mais vulneráveis e alguns canalhas aumentam o preço injustificadamente pelo lucro. Por issoe vamos até o final desta luta", afirma.