Com mais de 70 mil mulheres atendidas, a Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande, virou referência nacional no combate e atendimento às vítimas de violência doméstica. A unidade completou cinco anos de existência no dia 3 de fevereiro e foi a primeira das sete construídas no País. Para falar sobre estes avanços esteve nesta sexta-feira (7) no programa Giro Estadual de Notícias, a subsecretária de Políticas para a Mulher de Campo Grande, Carla Stephanini.
Ele destaca que a Casa da Mulher tem sido uma referência no suporte as vítimas de violência. O sucesso da Casa da Mulher Brasileira se reflete na diminuição de crimes graves e no reconhecimento das mulheres vítimas de violência que procuram o local. "Os números recentes demonstram que estamos no caminho certo. Se nós compararmos os dados da Segurança Pública Estadual da Polícia Civil, de 2018 e 2019, embora tenha sido registrado um aumento dos boletins de ocorrência relacionados à violência doméstica, os crimes graves como feminicídio, ameaça, lesão corporal dolosa e estupro foram reduzidos. Isso demonstra que nossa equipe está de fato empenhada para que esses crimes sejam cada vez mais reduzidos", enfatizou.
Carla lembra que a Casa da Mulher Brasileira oferece num único local serviços especializados para os mais diversos tipos de violência contra as mulheres: acolhimento e triagem, apoio psicossocial, delegacia, Juizado, Ministério Público, Defensoria Pública, promoção de autonomia econômica e até mesmo cuidado com as crianças, brinquedoteca, alojamento de passagem e central de transportes.
A Casa faz parte do Programa Mulher Segura e está vinculada à Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres. Seu principal objetivo é facilitar o acesso aos serviços especializados no combate à violência doméstica além de garantir condições que promovam o empoderamento da mulher e sua autonomia econômica.
Em funcionamento 24 horas por dia, a Casa fica localizada na Rua Brasília, Lote A, Quadra 2 s/n Jardim Imá. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (67) 2020-1300.
Na entrevista a subsecretária destacou ainda a importância das mulheres se unirem e terem voz diante da sociedade, a questão do assédio no Carnaval, entre outros assuntos.
A entrevista completa você confere no player.