"O Carnaval também é um patrimônio cultural e tem todo direito de acontecer na Esplanada Ferroviária". A opinião é do arquiteto e paisagista, Henrique Lima, que é especialista em patrimônio histórico. Ele esteve, nesta quinta-feira (13), no Giro Estadual de Notícias, do Grupo Feitosa de Comunicação.
Segundo o arquiteto, a riqueza arquitetônica e cultural, encontrada nas praças, igrejas e nos casarões seculares, atraem turistas de todas as regiões para a festividade que acontece em ruas, avenidas, praças e núcleos históricos com espaços que possuem atrativos culturais de grande significado para o MS. "A festa de Carnaval em si já é um patrimônio histórico e atrai visitantes de maneira singular, principalmente em Recife, Olinda e Salvador. Nestes locais a festa ocorre em meio a um patrimônio tombado. Ou seja a festividade se dá tanto pela festa em si, que é um patrimônio brasileiro, quanto pela riqueza arquitetônica, que atrai o olhar curiosidade de quem não conhece", enfatizou.
No caso da Capital, ele destaca que na Esplanada Ferroviária é preciso que sejam tomados certos cuidados. "Em relação ao patrimônio tombado é complicado, porque caberia um certo entendimento da população de aquilo ali é um bem comum e deve ser preservado. Mas às vezes não é o que a gente vê. Mesmo assim, ainda acredito que o Carnaval, como festa brasileira, genuína, de caráter popular, tem todo direito de acontecer ali, visto que ela já está ali há um certo tempo, e deveria permanecer", salientou.
O arquiteto ainda falou sobre a infinidade de locais que poderiam ser tombados no Estado, principalmente ao longo da ferrovia da antiga Noroeste. "Temos locais em Ribas do Rio Pardo, que tem prédios muitos antigos e mereciam atenção", destacou.
A entrevista completa do arquiteto você confere no player abaixo.