Campo Grande foi reconhecida entre as 'Cidades Árvores do Mundo', pela FAC (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e pela Fundação Arbor Day. Apenas 59 cidades de todo o mundo estão nesta lista, sendo duas do Brasil: Campo Grande e São Carlos (SP). Este reconhecimento internacional caracteriza a Capital como um lugar que promove a arborização urbana e que se preocupa com as árvores da cidade, fazendo jus a beleza dos ipês coloridos pelas ruas da Morena. Para falar sobre este tema e outras ações no setor de desenvolvimento urbano e ambiental na Capital, esteve nesta quarta-feira (12), no programa Giro Estadual de Notícias, Luís Eduardo Costa, Secretário de Meio Ambiente de Campo Grande.
Ele destaca que Campo Grande é uma capital diferenciada e especial por incentivar o desenvolvimento urbano aliado à preservação ambiental. "As nossas árvores são componentes vitais para termos comunidades saudáveis e sustentáveis. E a arborização urbana promove uma melhor qualidade de vida. E esse reconhecimento nos mostra que estamos no caminho certo e que a população nos apoia ajudando na preservação das nossas árvores", frisou.
Para que Campo Grande fosse reconhecida como uma cidade arborizada era preciso se encaixar em cinco normas do programa: estabelecimento de responsabilidade, definição de regras, catalogação das árvores, orçamento de recursos e celebração de conquistas. Além de fazer parte dessa lista, a Capital acompanha outras cidades internacionais como Paris, Turin, Milão, Madri, Nova Iorque, Washington, São Francisco, Atlanta, Toronto, Auckland e Guadalajara.
Árvores centenárias O secretário explicou ainda como é feito o trabalho de cuidado com as figueiras centenárias plantadas no canteiro central da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. Recentemente uma destas árvores morreu e deverá ser substituída por 'clones' feitos pela Semadur.
Periodicamente as árvores, tombadas como patrimônio em 2019, passam por vistoria para verificar a saúde das "velhinhas". Sobre a árvore que morreu, o secretário afirmou que as causas serão analisadas.
"Vai ser feito um projeto de retirada porque aquela árvore não tem mais salvação. São árvores que foram plantadas em 1900 e, por tanto, é um ser vivo. Por algum motivo específico, pode acontecer [morrer]. Nas demais foi feito clonagens para que novas figueiras sejam plantadas", destacou.
Segundo ele, a Semadur realiza manejo frequente nas plantas usando óleo de neem, que é um inseticida naturtal composto de óleo. Ele controla a metamorfose das diversas fases de vida dos insetos, evitando que se proliferem.
Costa lembrou ainda que em 2020, serão muitos os avanços, em especial na área ambiental, com a informatização do Licenciamento Ambiental, bem como a atualização da Lei que estabelece o Sistema Municipal de Licenciamento e Controle Ambiental (Silam), que atua no controle, especialmente da implantação e do funcionamento de empreendimentos e atividades potencialmente causadoras de impacto ambiental em Campo Grande.
Além de comentar sobre estes assuntos, o secretário falou sobre o que aconteceu com o Viveiros de Mudas que foi implantando na época do então prefeito André Puccinelli, projetos de arborização que estão sendo feitos na cidade, projetos de drenagem e outros temas.
A entrevista completa você confere nos player.