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SAÚDE BUCAL

Bicarbonato de sódio ou água oxigenada não ajudam no clareamento dos dentes

30 julho 2020 - 10h13 Por Victória de Oliveira

Receitas caseiras são um sucesso na internet. Agora, em tempos de isolamento social, estão sendo mais executadas pelas pessoas, especialmente por aquelas que querem um sorriso branquinho, mas cuidado: muitas não clareiam os dentes como prometido e podem ainda causar danos à saúde da sua boca. A fim de dar mais alertas em relação a doenças bucais e prevenções a serem tomadas, a dentista e professora do curso de Odontologia da Uniderp, Patrícia Oliveira, falou sobre os cuidados com a boca nesse período de quarentena ao programa Giro Estadual de Notícias desta quinta-feira (30). A dentista ainda alertou sobre a evolução de doenças e outros riscos.

O uso de 'receitinhas' feitas em casa não auxilia a conseguir dentes mais brancos. Apesar da limpeza momentânea de manchas superficiais, o uso prolongado e indiscriminado de técnicas com água oxigenada e bicarbonato de sódio pode causar desgastes excessivos e até furos no esmalte e tecidos dentários. "Não é indicado, não tem valia", afirma Patrícia.

A dentista comenta sobre a falta de cuidados bucais e a relação com câncer ou infarto, em razão de microrganismos que podem estar em infecções existentes na boca. "Várias bactérias na boca podem causar problemas cardíacos, já o câncer pode vir se for uma evolução muito prolongada de um problema pré-existente, como uma infecção" , aponta Patrícia.

Quanto a questão de consultas com profissionais desta área na quarentena, a profissional aponta a importância de continuar as visitas e as prevenções tomadas pelos especialistas.  "A gente sempre teve muito cuidado com a biossegurança, agora aumentou ainda mais. Nas pesquisas que estão sendo feitas, o profissional que está sendo menos contaminado é o dentista, mesmo ele sendo o que fica mais exposto", diz a dentista.

Quando feitos preventivamente, os cuidados com a saúde bucal acabam ficando mais baratos, aponta a dentista. "Se você não tiver nenhuma doença existente na boca, o tempo ideal é, em média, pelo menos a cada seis meses. A prevenção fica mais barata e menos traumática", diz. Patrícia ainda alerta que, em casos de problemas existentes, é necessário um intervalo menor de visita a dentistas ou ortodontistas.

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