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AULAS

Aulas presenciais nas escolas não voltarão em agosto, avalia o presidente da FETEMS

20 julho 2020 - 10h09 Por Rosana Siqueira

As aulas presenciais nas escolas não voltarão em agosto. A afirmação foi feita hoje (20) pelo presidente da FETEMS-MS, Jaime Teixeira em entrevista ao programa Giro Estadual de Noticias. "Ainda não temos como voltar em agosto. Não vai retornar mesmo porque os infectados e óbitos em MS vêm aumentando muito em julho e devem continuar neste patamar nos próximos meses, por isso já denotamos que não há chance nenhuma de retorno dos trabalhadores ", declarou.

Teixeira destacou que o setor está seguindo o protocolo da OMS e das autoridades de Saúde no Brasil. Mesmo assim ele esclarece que não existe a possibilidade de reprovação de alunos neste ano. "Não há possibilidade de reprovar o ano letivo. Até porque neste caso o ano letivo não precisa terminar no ano civil,,ou seja poderá adentrar o ano que vem, inclusive com a  recuperação de quem perdeu o ano", assinalou o presidente da FETEMS.

O presidente da FETEMS lembra que nunca se  sentiu tanta falta do professor como nesta época de pandemia. "A gente vive hoje na educação uma situação de aparência. O aluno não está aprendendo apenas com aulas remotas. Seja porque a família não consegue dar o suporte necessário ou o aluno não tem acesso as tecnologias necessárias, internet para seguir as aulas. De forma que será impossível ter uma isonomia já se sabe que quando tiver retorno das alunas teremos que dar reforço mas não se fala em cancelar o ano letivo", acrescentou.

Com relação a mudança na forma de dar aulas, Teixeira salientou que esta geração de professores não foi preparada para atuar de forma remota. "Isso mostra a importância das aulas presenciais para aprendizado e socialização. Há uma grande adequação porque não só o pessoal da educação teve que se reinventar", enfatizou.

Fundeb A votação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) também foi destacada na entrevista do presidente da FETEMS. Ele defende que seja mantido o repasse de 10% do Fundo ou que aumente para 20%. No último sábado, o governo propôs uma reformulação para um formato que teria início em 2022 reduzido o Fundo de repasses para 5% apenas. "Se o Congresso não aprovar o Fundo de este ano os novos prefeitos não terão dinheiro para manter a educação", concluiu.

A entrevista completa você confere no player.