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MEIO AMBIENTE

Vereadores ambientalistas reforçam necessidade de ampliar áreas de conservação em Bonito

Uma das propostas que a Frente apresenta e apoia é a criação de novas áreas de proteção, incluindo os banhados, que são áreas importantes para fauna, flora e qualidade das águas

6 junho 2016 - 14h22Da Redação com Assessoria
Em Bonito já está corriqueiro o flagrante de degradação ambiental em propriedades rurais particulares que têm acesso aos rios
Em Bonito já está corriqueiro o flagrante de degradação ambiental em propriedades rurais particulares que têm acesso aos rios - Reprodução
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O município de Bonito está discutindo ampliação das áreas de conservação ambiental diante do crescente flagrante de degradação e, por consequência, risco ambiental, turístico e econômico numa das mais belas regiões turísticas do Brasil. Uma das propostas que a Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas apresenta e apoia é a criação de novas áreas de proteção, incluindo os banhados, que são áreas importantes para fauna, flora e qualidade das águas.

Os banhados são áreas localizadas entre as margens dos rios e a terra seca. Eles funcionam como filtros de sedimentos no período de chuva, retêm água mantendo o arredor das margens propício para reprodução de espécies animais e vegetais. Com banhados protegidos fica mais difícil a ação depredatória do homem aos rios, sob possibilidade de multas, sanções e pagamento pesado de passivos ambientais.

Em Bonito já está corriqueiro o flagrante de degradação ambiental em propriedades rurais particulares que têm acesso aos rios. Por isso está em estudo a criação de mais áreas de proteção ambiental. Uma delas é o Refúgio de Vida Silvestre e ainda um Parque Nacional Municipal, todos com ligação direta com o Rio Formoso e Rio da Prata.

A Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas, que é coordenada na Região Centro-Oeste pelo vereador de Campo Grande, Eduardo Romero (Rede Sustentabilidade), frisa que como os banhados estão entre a terra seca e os recursos hídricos também precisam ser considerados de proteção ambiental, pois vão funcionar como barreira e são ecossistemas fundamentais para criadouros de espécies.

Embora o Código Florestal considere que as margens dos córregos e rios são consideradas Área de Preservação Permanente (APP) ainda é muito comum pisoteio de gado por conta da busca de água direto no leito, depósito de embalagens, inclusive de agrotóxicos, derrubada da vegetação para acesso humano.

Eduardo Romero destaca que Bonito atrai turistas do mundo inteiro, mas além do fator econômico que traz para o Estado, a questão ambiental na cidade precisa ser discutida e colocada em prática o quanto antes porque o patrimônio que dispõe interfere em toda uma região

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