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COMUNICAÇÃO

TVE Cultura chega à era digital e oferece mais qualidade de som e imagem à população

Festival de Inverno de Bonito de 2018 foi o marco para lançamento do sistema que, a partir de 14 de agosto, será adotado pela rede pública estadual

24 julho 2018 - 13h07da Redação com Assessoria
Profissionais de Bonito na cobertura do festival, Jabuthy, Kemila, Bosco com Chico Ribeiro
Profissionais de Bonito na cobertura do festival, Jabuthy, Kemila, Bosco com Chico Ribeiro - Foto: Assessoria
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Em 14 de agosto, emissoras de TV brasileiras em diferentes localidades deverão desligar o sinal analógico e dar início às transmissões pelo sistema digital. Nesta data, telespectadores de Campo Grande e Terenos poderão sintonizar seus aparelhos na TVE Cultura e acompanhar uma programação local e premiada com melhor qualidade de som e vídeo em qualquer parte das cidades. O lançamento foi guardado para o 19º Festival de Inverno de Bonito.

Discutido há cerca de dois anos, o processo de digitalização da TVE Cultura está em fase final, sendo concluído dentro do prazo dado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). “A partir de 14 de agosto, a TVE Cultura passará a produzir e transmitir todo o seu conteúdo pelo sistema digital. Haverá um ganho de qualidade de som e imagem expressivos, tanto nas ‘telonas’ como nos dispositivos móveis, como celulares e tablets”, destacou Bosco Martins, diretor-presidente da Fertel (Fundação Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul).

A migração do sistema analógico para o digital segue o Marco Regulatório das Telecomunicações, que visa a destinar às empresas de telefonia a rede antiga. Para isso, nos últimos anos, a Fertel costurou parcerias e recebeu doações que permitiram não só a qualificação técnica, mas também estruturar a programação.

“Quando voltamos à emissora, em 2015, o funcionamento era precário. Desde então, equipamentos antigos e estrutura abandonada foram gradualmente substituídos. E agora chegamos neste momento, no qual recebemos transmissores que darão qualidade de som e vídeo até então não experimentados pela TV pública estadual”, explicou Bosco, que soma 16 anos de vida profissional na comunicação pública no Estado.

Congratulações

Os novos transmissores e antenas já foram entregues pela Embratel/Claro e estão em fase de instalação. Até 14 de agosto, o sinal digital estará disponível em Campo Grande e Terenos, e no fim do ano na Grande Dourados. “Mas graças a parceiros já contamos com o transmissor de Dourados, confirmando a adoção do novo sinal dentro do prazo exigido”, prosseguiu o diretor-presidente.

A mudança também envolveu a mudança do satélite de transmissão: sai o C3 e chega o StarOne C2, usado por grandes emissoras (como a TV Globo e a EBC) e com alcance de 24 milhões de lares na América do Sul, atingindo cerca de 70 milhões de pessoas.

O lançamento oficial das transmissões digitais ficou para o 19º Festival de Inverno de Bonito. Contudo, a notícia foi celebrada entre “papas” das TVs públicas brasileiras. Marcos Mendonça, diretor-presidente da TV Cultura de São Paulo, Sérgio Kobayashi, presidente do Fórum Brasileiro de Emissoras Públicas e Culturais e diretor-presidente da TV Cultura do Paraná, e Fábio Chateaubriand Borba (diretor da Rede de Afiliadas da Cultura e secretário-geral do Fórum), confirmaram presença em Bonito para acompanhar o ato.

Mendonça, idealizador da lei que mais tarde daria origem à Lei Rouanet, destacou que Bosco sempre foi um militante da comunicação pública, “no sentido de ser o principal incentivador e criador de emissoras públicas em Mato Grosso do Sul”. “E agora não só criou o Portal da Educativa, dando mais visibilidade às emissoras, como em sua gestão e do atual governador, Reinaldo Azambuja será implantada a digitalização do sistema público”.

Parcerias com universidades e produtores independentes 

UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e Estácio de Sá, além de produtores independentes, estão entre os colaboradores da Fertel que, por meio de doações, ajudaram a melhorar as condições de trabalho e a qualificar a programação da TVE Cultura e da FM 104.7 Educativa.

Ainda no setor público, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul viabilizou doações próximas a R$ 67 mil em equipamentos de informática e mobiliário. Outros R$ 70 mil em equipamentos, computadores, peças de informática e smartphones usados em gravações e transmissões vieram de doação da Receita Federal –que, ao lado da Secretaria de Estado de Saúde, efetuou doação de veículos.

“Conseguimos com essas valiosas parcerias estruturar a Fertel sem onerar o Estado. Modernizamos o sistema de Rádio e TV Educativa e, ainda, criamos o Portal da Educativa”, disse Bosco, referindo-se ao portal usado para veicular na internet a programação das emissoras que integram a fundação.

Internamente, também houve revoluções. Em 2015 a rede pública estadual optou por deixar a Empresa Brasileira de Comunicações, “com caráter mais institucional”, disse Bosco, para se afiliar à TV Cultura, “reconhecidamente a terceira melhor programação do mundo”. Em paralelo, foi restituído o Conselho de Programação, que garante assento de servidores e setores da sociedade civil, como jornalistas, músicos e radialistas, na mesa que define a grade das emissoras. “Isso garante a devolução da TV pública à população, que é sua verdadeira dona e tem direito a voz nas decisões sobre o que deve ir ao ar”.

A Fertel também se saneou e resolveu questões afeitas aos seus servidores, como a instituição de um novo Plano de Cargos, Funções e Salários, solucionando questões envolvendo “penduricalhos salariais” com incorporações e políticas de progressão por tempo de serviço “e aumentos anuais concedidos pelo Governo do Estado, que adotou a mesma política em todos os setores. Como resultado, temos salários competitivos com o setor privado”.

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