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EMPREGO

Trabalho informal cresce no Brasil

Essa foi mais uma “grande mudança” que as reformas trabalhistas trouxeram para o já sofrido trabalhador

3 agosto 2018 - 13h56Da redação com assessoria
Presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom e pres. do Sind. dos Comerciários de Dourados.
Presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom e pres. do Sind. dos Comerciários de Dourados. - Foto: Divulgação

O povo brasileiro começa a se dar conta das consequências de não ter lutado para impedir as famigeradas reformas trabalhistas realizadas nos últimos anos, inclusive a regulamentação e expansão da terceirização, que contribuiu para o aumento da informalidade no mercado trabalhista de Mato Grosso do Sul e do Brasil.

Foram mudanças que beneficiaram quase que exclusivamente o empresariado, que deixou de ter responsabilidades sobre a vida profissional daqueles a quem emprega.

Além das consequências de leis contidas na reforma trabalhista, na terceirização e por intermédio de outras medidas de arrocho à vida dos trabalhadores brasileiros, outro agravante que contribui para o aumento do mercado informal, de ponta a ponta do país, é a crise econômica gerada por má gestão pública; pelo desvio de dinheiro público; enriquecimento ilícito de autoridades; pela formação de verdadeiras quadrilhas de corruptos nos três poderes.

O Brasil mergulhou na mais profunda crise (moral e econômica) de sua existência e a situação ficou pior ainda para os trabalhadores que perderam vínculo com as empresas onde trabalham e com a regulamentação da terceirização, muitos perderam seus empregos para serem contratados por essas novas empresas. Com isso elas tiraram do ganho do trabalhador o seu sustento. O resultado disso foi e continua sendo o achatamento salarial que se verifica em diversas profissões exercidas nas cidades e nos estados brasileiros.

Agora estamos em pleno período eleitoral onde alguns aqueles mesmos parlamentares e autoridades que lesaram o país ou que ajudaram a criar essas leis que vão contra a vontade e necessidade popular, querem se reeleger. Até quando nossos trabalhadores (eleitores) vão continuar imaturos a ponto de não darem um basta a esse estado de coisas e lutar pelo alijamento do processo eleitoral todo indivíduo (deputados estaduais, federais, senadores...) que trabalha contra seus interesses? Até quando?

E para facilitar ainda mais a vida dos empresários, a legislação os protege contra qualquer ação impetrada na justiça pelo pobre trabalhador que se sentir lesado. Além de contar com bons advogados para defende-los, a legislação lhes garante também que em caso de ganho de causa (por eles) é o pobre do trabalhador quem tem que pagar as custas judiciais. Isso vem inibindo a cobrança na justiça de muitos direitos dos trabalhadores, sonegados pelo patronal.

Essa foi mais uma “grande mudança” que as reformas trabalhistas trouxeram para o já sofrido trabalhador, que praticamente perde agora o direito de recorrer à justiça para ser ressarcido de possíveis prejuízos ou sonegação de direitos por parte do patronal.

Enquanto isso, o país caminha para uma campanha eleitoral, para a reta final de mais um ano e com a expectativa de um 2019 não muito promissor economicamente. Nosso povo, nossa gente, precisa se indignar mais e reagir. A começar pelo voto. Hoje temos plenas e reais condições de levantar a “ficha” de todo homem público e saber tudo o que fez (como votou, no caso dos parlamentares) e nos processos em que estão envolvidos. Sabendo disso podemos decidir sobre seu futuro como homem público, simplesmente exercendo bem o poder do voto.

Nunca é tarde para reagirmos! A hora é agora de lutarmos para afastar todos aqueles que trabalham ou que já trabalharam contra os interesses do povo. Precisamos nos aperfeiçoar e orientar as pessoas a fazerem o mesmo. Só assim um dia teremos uma sociedade muito melhor, mais justa e com qualidade de vida para todos.

 

 

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