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AGEPEN

Presídio feminino da Capital trabalha na produção de máscaras para AACC

Trabalho prisional de detentas se transforma em ato de solidariedade em Campo Grande

11 setembro 2020 - 06h50
O trabalho consiste também na confecção de lixeiras personalizadas para carros.
O trabalho consiste também na confecção de lixeiras personalizadas para carros. - (Fotos: Arquivo Agepen)
Fort  Atacadista - 21 ANOS

Mais um exemplo de utilização da força de trabalho prisional em benefício de quem mais precisa vem do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi” (EPFIIZ), na capital. Reeducandas estão produzindo, na oficina de costura do presídio, máscaras para pacientes que recebem assistência da Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC) e seus acompanhantes. O trabalho consiste também na confecção de lixeiras personalizadas para carros.

A iniciativa de solidariedade integra uma parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da direção do EPFIIZ, e a AACC, já tendo sido realizados outros trabalhos beneficentes como a confecção de cobertores, conjuntos de pijamas infanto-juvenil e enfeites para festa junina promovida pela associação.


Na oficina de costura do presídio, as internas dedicam diariamente conhecimento e habilidade na produção de máscaras e outros materiais

A nova produção é garantida pelo esforço, conhecimento e dedicação de três detentas, que veem nessa missão não só uma oportunidade de se ocupar produtivamente, como também o orgulho de saber que, com a destreza de suas mãos, estão podendo contribuir com uma causa tão importante, que é a saúde de crianças que enfrentam o câncer.

Com trabalho voluntário, as internas dedicam horas do dia para realizar cada peça com muito capricho. Em troca, além da satisfação, elas recebem remição da pena: a cada três dias do serviço realizado, um dia é diminuído do total da pena a ser cumprida, como estabelece a Lei de Execução Penal (LEP).

“É um trabalho que a gente faz pra levar proteção para essas crianças. E a gente se sente muito útil em ajudar que elas tenham esse cuidado, nesse momento tão difícil de pandemia que o mundo todo está enfrentando”, comenta Flora Flores, uma das reeducandas que atuam na produção.

Segundo a diretora do presídio, Mari Jane Boleti Carrilho, a confecção atende a um pedido da coordenadora do voluntariado da AACC, Maria Lúcia Smaniotto. “As máscaras são de diferentes tamanhos, conforme os retalhos que recebemos, e as lixeiras são personalizadas com a bandeira do Brasil”, explica Mari Jane, destacando que os tecidos, linhas e elásticos foram fornecidos pela associação.

Apesar de não ter uma meta de produção, a expectativa é que sejam confeccionadas aproximadamente mil máscaras de proteção e 100 lixeiras. Somente na primeira semana foram feitas mais 150 peças.

De acordo com a chefe do setor de artesanato do EPFIIZ, policial penal Michele Fruhauf, além das confecções para a AACC, as internas continuam a produzir máscaras para o projeto desenvolvido pela Agepen em 22 unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, tendo sido confeccionadas, só no EPFFIZ, cerca de 5 mil.

Outra frente de trabalho na oficina do presídio feminino da Capital é a produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para atender ao próprio presídio, com distribuição a servidores e internas.

Além disso, nas máquinas de costura, as custodiadas confeccionam e reformam seus próprios uniformes e das companheiras de cárcere, garantindo sempre novas peças e em bom estado para uso diário de quem já está na unidade e para quem chega.

A uniformização na vestimenta de custodiadas promove igualdade e melhora a segurança em presídios, além de tornar o ambiente prisional mais salubre e limpo, já que evita o acúmulo de roupas nas celas. Sendo feita pelas próprias reeducandas, essa ocupação produtiva também gera redução no custo para a administração.


 

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