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NO CONGRESSO

Para alertar para a violência contra a mulher, senadora menciona documentário ganhador de Oscar

Entre várias declarações nesta terça-feira, Simone Tebet mencionou obra paquistanesa A Girl in the river, que fala de feminicídio e que foi vencedora do Oscar 2016

8 março 2016 - 18h21
À esquerda, Simone Tebet e as homenageadas com o Diploma Bertha Lutz
À esquerda, Simone Tebet e as homenageadas com o Diploma Bertha Lutz - Geraldo Magela/Agência Senado

A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) disse nesta terça-feira, 8, na sessão solene do Congresso Nacional, em Brasília, em comemoração ao Dia internacional da Mulher e destinada a entregar o Diploma Bertha Lutz, que a luta por mais oportunidades, pela igualdade de direitos, por maior participação na política e pelo fim da violência está longe de terminar e é um compromisso da bancada feminina.

Tebet reconheceu, em seu discurso, avanços históricos e rememorou o movimento sufragista inglês do início do século. “A líder do movimento, Emmeline Pankhurst, dizia: ‘nunca se renda, nunca desista da luta. Nós não queremos quebrar as leis, queremos fazê-las’. E é por isso, que estamos aqui. Para fazermos leis cada vez mais justas pelo direito de oportunidade das mulheres”, disse Simone lamentando que hoje a bancada feminina representa apenas 10% do Congresso Nacional.

Violência contra a mulher

Durante o discurso, Simone Tebet também destacou o fato de o Oscar de melhor documentário de curta-metragem ter ido para um filme paquistanês “A Girl in the river”, que fala do feminicído. Ela também lembrou que Lady Gaga, vítima de estupro no passado, levou ao palco 50 mulheres violentadas e cantou sua música que fala da violência contra a mulher na cerimônia do Oscar.

Como presidente da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher no Congresso, ela lamentou os números das agressões e feminicídios e disse que a luta é permanente.

Bertha Lutz – Luz e luta

A senadora Simone Tebet foi a presidente do Conselho do Diploma Bertha Lutz, que escolheu os agraciados desta 15ª edição. Simone fez um balanço da história da líder feminista, ressaltando que a igualdade entre homens e mulheres, a paridade salarial, a ampliação da licença maternidade e o combate à violência contra a mulher eram suas bandeiras. “Bertha significa brilhante, aquela que emite luz. Portanto, neste dia em que o Congresso concede este prêmio, reflete e renova a luta e a luz de Bertha Lutz. E faz isso na luz da primeira mulher a ocupar uma cadeira no SFT, a ministra Ellen Gracie; na luta da líder feminista amazonense, Regina Antony; na luz da escritora Lya Luft; na luta da ex-ministra-chefe da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Helena Bairros; e na luz do ministro Marco Aurélio Mello, conhecido pela abertura dos pensamentos frente aos desafios”, disse Simone Tebet.

O ministro Marco Aurélio de Mello é o primeiro homem a receber o prêmio. Quando presidiu o TSE, em 2014, ele lançou a campanha publicitária “Mais Mulheres na Política”.

“Se iniciativas como esta tivessem vindo antes, talvez eu e minhas colegas da bancada feminina não nos sentiríamos uma minoria no Congresso Nacional”, afirmou Simone. O Diploma Bertha Lutz foi criado em 2001 para premiar anualmente mulheres e homens que tenham oferecido contribuição relevante à defesa dos direitos da mulher e questões do gênero no Brasil, em qualquer área de atuação.

 

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