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PERSEGUIÇÃO POLICIAL

Morte de menino de dez anos pela PM faz 1 mês; inquérito é prorrogado

Garoto foi morto durante perseguição policial na Zona Sul

2 julho 2016 - 18h00
Reconstituição sobre morte de menino de 10 anos em SP
Reconstituição sobre morte de menino de 10 anos em SP - Reprodução/ TV Globo
Cassems

A morte do garoto de dez anos durante perseguição policia na Zona Sul de São Paulo completou um mês neste sábado (2). As investigações sobre o caso não foram concluídas e o inquérito foi prorrogado.

Policiais envolvidos na ação seguem afastados do serviço, mas respondem em liberdade. Na última semana, a região metropolitana de São Paulo registrou mais cinco pessoas baleadas por agentes de segurança, entre elas, um garoto de 15 anos e outro de 11 anos.

A Secretaria da Segurança Pública informou neste sábado (2) que as investigações sobre o caso continuam, com a análise das imagens nos inquéritos em andamento na Polícia Civil e na Corregedoria da Polícia Militar.

Na noite de 2 de junho, o menino de 10 anos e outro menino, de 11 anos, furtaram um carro dentro de um condomínio na Vila Andrade. Eles foram perseguidos pela polícia, teriam trocado tiros, segundo os policiais, e a criança de 10 anos acabou morta com uma bala na cabeça.

A polícia investiga a versão dos policiais de que menino de 10 anos atirou três vezes durante a perseguição policial.

O advogado Ariel de Castro Alves, integrante do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), diz que a investigação aguarda a conclusão de laudos da reconstituição do caso, realizada no último dia 20, e do exame da luva usada pelo garoto para verificar ou não a presença de pólvora e, consequentemente, se ele fez ou não disparo de arma de fogo.

Ainda de acordo com o advogado, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deve pedir que o garoto de 11 anos, que sobreviveu à ação seja ouvido novamente, com a presença de psicólogos da polícia e do judiciário e da promotora pública designada para acompanhar o caso. Esse novo depoimento seria realizado porque o garoto apresentou versões conflitantes nos depoimentos que deu à policia.

Para o advogado, "a investigação tem ido rápido em razão da repercussão do caso."Falta um pouco mais de transparência com relação aos laudos e aos depoimentos, mas perto de outros casos de homicídio, o caso até que andou rápido em razão da repercussão e da pressão da própria imprensa", disse.

Ariel acredita que a a investigação deve apontar que seria impossível uma criança de 10 anos de idade estivesse ao mesmo tempo dirigindo e efetuando disparos usando as duas mãos.

"Entendemos como impossível que isso pudesse ter ocorrido. O ato de dirigir já deixaria essa criança à exaustão nas suas condições físicas e psicológicas. Então, além de dirigir, supor que uma criança consiga baixar, levantar os vidros e efetuar disparos usando as duas mãos, entendemos que seria impossível essa situação. Esperamos que a investigação efetivamente trabalhe com a hipótese de a arma ter sido plantada, que os vestígios de pólvora terem sido plantados na mão dessa criança e com a possibilidade efetiva de ele estar desarmado, conforme a última versão do próprio menino que sobreviveu", afirmou.

O advogado dos policiais militares investigados , Marcos Manteiga, afirmou que seus clientes disseram ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) que o tiro fatal no menino foi dado com o carro furtado ainda em movimento.

No boletim de ocorrência do caso, no entanto, os PMs haviam dito que o tiro que matou o menor tinha sido dado após o veículo guiado pelo garoto bater. Dois policiais estavam em motos e outros quatro em duas viaturas.

Manteiga disse que o policial de moto atirou depois de ver um clarão dentro do carro furtado, que seria um tiro. "Ele disparou em legítima defesa", disse o advogado. "Não chegou a fazer mira".

De acordo com o advogado, os policiais não sabiam que dentro do automóvel furtado estavam duas crianças. "É um esclarecimento, não uma mudança", rebateu Manteiga sobre essas versões dadas pelos policiais.

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