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Fumaça das queimadas no Pantanal contamina chuva em Santa Catarina

A fumaça viajou mais de mil quilômetros, transportada por ventos noroeste de baixos níveis, e acabou contaminando a água da chuva

18 setembro 2020 - 15h55
Chuva com coloração escura, resultado da fumaça das queimadas no Pantanal que chegou em Santa Catarina, atinge municípios do Estado
Chuva com coloração escura, resultado da fumaça das queimadas no Pantanal que chegou em Santa Catarina, atinge municípios do Estado - (Foto: Defesa Civil Santa Catarina)
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A fumaça das queimadas no Pantanal chegou em Santa Catarina através de uma chuva escura. O fenômeno foi registrado em municípios do Oeste, Meio Oeste e Planalto Norte do Estado. A fumaça viajou mais de mil quilômetros, transportada por ventos noroeste de baixos níveis, e acabou contaminando a água da chuva.

O fenômeno é acompanhado pelo setor de hidrologia da Defesa Civil de Santa Catarina e pelos meteorologistas da Epagri/Ciram. A fumaça foi identificada através de imagens de satélites, no qual foi possível identificar a origem nas queimadas de vegetações, e chegou a ser visualizada na Grande Florianópolis. A chuva foi identificada pelos satélites no início da semana e a ocorrência da precipitação foi registrada na quinta-feira, 17.

O coordenador de monitoramento e alerta da Defesa Civil catarinense, Frederico de Moraes Ruthorff, informou que "a água da chuva contaminada pode conter compostos tóxicos, portanto alguns cuidados devem ser tomados se for realizar a captação em cisternas para consumo humano ou animal".

Segundo o meteorologista da Epagri, Marcelo Martins, o deslocamento de fumaça por longas distâncias é algo comum, no entanto, quanto maior o volume de fumaça na origem, mais distante ela pode chegar. "O vento nordeste traz o ar úmido da região amazônica e do Pantanal, assim como os ventos do quadrante sul também levam o ar seco e frio para aquela região. Isso não é incomum, mas quanto mais fumaça, e dependendo dos ventos, mais longe ela chega", explicou.

Nas comunidades agrícolas do interior catarinense é comum a captação e armazenamento de água da chuva em cisternas. Segundo a Defesa Civil, nessas regiões, além da qualidade da água, é necessário analisar também qualidade do ar, para identificar a possibilidade de chuva contaminada.

O fenômeno, no entanto, está com os dias contados, pelo menos por enquanto. Segundo a meteorologia, a partir deste fim de semana, uma frente fria chega a Santa Catarina, com ventos do quadrante sul, empurrando a fumaça no sentido contrário.

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