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AJUDA

Engenheiro se muda para a Amazônia e ajuda a combater madeireiras ilegais

Mesmo com o trabalho comunitário, os moradores locais não tinham o costume de se articularem em associações e cooperativas

20 setembro 2020 - 08h40Juliana Pio, O Estado de S.Paulo
Aprendo muito com eles e não tenho vontade de voltar para a cidade de jeito nenhum.
Aprendo muito com eles e não tenho vontade de voltar para a cidade de jeito nenhum. - ( Foto: Adriano Sarmento)
Fort  Atacadista - 21 ANOS

Sou de Guaratinguetá, interior de São Paulo, e vim para o Amazonas aos 23 anos. Atualmente, com 33, moro em um sítio que fica a quatro horas de barco de Maués. Trabalho em conjunto com mais de 150 famílias de comunidades ribeirinhas e indígenas, auxiliando tecnicamente na promoção da agricultura sustentável, que leva em consideração não só o aspecto ambiental, como também o econômico e social.

A primeira vez que estive na região foi em 2011, quando ainda cursava Engenharia Florestal. Realizei um trabalho de agrofloresta na Reserva Biológica de Uatumã. Foi quando me apaixonei pela Amazônia, ao vivenciar a tradição do trabalho em comunidades, de forma coletiva, nos chamados ‘puxiruns’ ou mutirões. Fiquei impressionado com essa dinâmica, em que os processos são rápidos e tudo é abundante. 

Mesmo com o trabalho comunitário, os moradores locais não tinham o costume de se articularem em associações e cooperativas. Por isso, a nossa função, além de auxiliar na prática agrícola, é buscar fortalecer esses grupos e viabilizar mercados, inclusive no exterior, para que o produto dos ribeirinhos e indígenas se torne mais valorizado. Ou seja, se antes eles necessitavam tratar com atravessadores, hoje, com as associações organizadas, comercializam diretamente com as empresas e ainda garantem o dobro de rendimento. 

Além da questão econômica, as articulações fortalecidas também dificultam a atuação de madeireiras ilegais na região. Organizando os produtores, eles conseguem vender mais e ter um bom retorno financeiro, não permitindo esse tipo de atividade em suas terras. Nosso trabalho se pauta na troca de conhecimento e, juntos, vamos construindo uma nova forma de se fazer agricultura. Aprendo muito com eles e não tenho vontade de voltar para a cidade de jeito nenhum. 

 

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