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MERCADO DE TRABALHO

Apenas 1/5 dos profissionais de Tecnologia da Informação no Brasil são mulheres

“Em 15 anos de carreira, nunca passei por situações de desrespeito, mas observo que ainda precisamos nos esforçar mais do que os homens para obtermos o reconhecimento profissional que desejamos” – confessa Desirée Megre, da DigithoBrasil

7 março 2016 - 16h44
Dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2015, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2015, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - Assessoria

Apenas um quinto dos profissionais de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil são mulheres, ou seja, 20% da mão de obra desse setor. Foi o que revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2015, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número fica muito claro no depoimento da profissional de TI Desirée Megre.

“Quando cheguei ao Mato Grosso do Sul e fui dar aula de algoritmo em uma universidade, alguns alunos diziam: ‘Nossa, nunca vi uma mulher lecionando na área de desenvolvimento de softwares’. Na época, aquele tipo de comentário me deixou chocada”, relata Desirée, que atua nas áreas Comercial e de Análise de Negócios da empresa DígithoBrasil, em Campo Grande/MS. Para a profissional de TI, que iniciou a carreira no Instituto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro (IME), onde era a única mulher do setor, fica o sentimento de que as mulheres têm que fazer sempre mais, como se tivessem sempre que provar algo a mais. “Em 15 anos de carreira, nunca passei por situações de desrespeito, mas observo que ainda precisamos nos esforçar mais do que os homens para obtermos o reconhecimento profissional que desejamos”, observa.

Enquanto muitas profissões ‘inibem’ a entrada de mulheres na área, o mercado de TI parece não apenas disposto a atraí-las, mas realmente carente de profissionais do sexo feminino. Isso porque, atualmente, o desenvolvimento de soluções envolve muito mais do que a mera programação. “Trata-se também, e principalmente, da comunicação direta com os clientes e equipes, habilidade muito comum entre as mulheres. Além disso, a diversidade de gênero é sempre benéfica em qualquer ambiente de trabalho”, afirma Desirée.

 

 

 

Mulheres pioneiras na área de desenvolvimento:

 

Lois Haibt: desenvolvimento do analisador de expressão para o compilador FORTRAN;

 

Stephanie Seneff: criação do reconhecimento de voz por computador;

 

Grace Murray Hopper: atuação direta na formulação de linguagem que originou o acrônimo COBOL;

 

Jean E. Sammet: supervisão de especificações e design inicial do compilador COBOL ;

 

Lady Lovelace: primeira programadora de computadores do mundo;

 

Adele Goldberg: colaboração na criação do primeiro sistema Windows;

 

Sister Mary Kenneth Keller: participação no desenvolvimento da linguagem BASIC e a primeira mulher a receber o grau de doutora em ciência da computação nos Estados Unidos;

 

Emmy Noether: pesquisa em álgebra abstrata que forneceu os fundamentos para a linguagem PROLOG;

 

Kathleen McNulty, Mauchly Antonelli, Jean Jennings Bartik, Frances Synder Holber, Marlyn Wescoff Meltzer, Frances Bilas Spence e Ruth Lichterman Teitelbaum: equipe que liderou um grupo de 80 mulheres, durante a Segunda Guerra Mundial, responsáveis por ajudar a programar o primeiro computador totalmente eletrônico e digital, ENIAC.

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