United Dance Festival 2025 reúne mais de 500 artistas e consolida maior premiação da dança no estado
O teatro Glauce Rocha recebeu quase 3 mil espectadores, com estrutura completa, segurança e acessibilidade
DANÇAO United Dance Festival 2025 reafirmou sua relevância como um dos principais eventos de dança do Mato Grosso do Sul. Realizado no Teatro Glauce Rocha nos dias 05, 06 e 07 de setembro de 2025, o festival reuniu mais de 500 artistas, entre bailarinos, coreógrafos e diretores, representando 70 escolas e companhias de dança do estado e também de outras estados do país, como Paraná e MT.
Ao longo de três dias de programação intensa, o público acompanhou apresentações de elevado nível técnico e artístico. O teatro recebeu quase 3 mil espectadores, com estrutura completa, segurança e acessibilidade.
O festival contou com a presença de jurados renomados, vindos de diferentes estados do Brasil. “Que honra receber e ver na nossa bancada do júri um time de peso, entre os melhores profissionais do Brasil em cada categoria. O que se viu aqui foi inédito e extremamente valioso para o nosso estado”, destacou Ana Lucia El Daher, curadora do festival.
Com trajetória internacional, Ana Lucia já atuou como bailarina profissional na Alemanha e hoje responde pela curadoria artística do festival, contribuindo para o alto nível técnico e estético apresentado no evento.
Ao todo, foram premiados dezenas de artistas em 24 categorias, com uma premiação total de R$ 50 mil — a maior do estado. Entre os destaques esteve o Prêmio United, que concedeu R$ 8 mil a uma bailarina de Corumbá, integrante da Cia do Pantanal, do Projeto Moinho Cultural.
Os idealizadores e diretores do festival, Rafael Fornazare e Márcio Elias, ressaltaram a importância de realizar um evento desse porte no estado. “É uma satisfação imensa poder promover um festival que une ainda mais os artistas da dança do nosso estado e que valoriza verdadeiramente os bailarinos, oferecendo premiações pensadas para fortalecer suas trajetórias e incentivar a continuidade de seus sonhos na arte”, afirmam.
Estrutura e produção - Por trás do espetáculo, uma grande equipe trabalhou na organização do evento. A coordenadora de produção, Rosana Elegda, destacou o empenho coletivo. “Foi um trabalho construído com muita dedicação e compromisso. Tivemos uma equipe extremamente preparada e engajada para que cada detalhe funcionasse com excelência.”
O impacto do festival também se refletiu nas redes sociais, alcançando mais de 14 mil pessoas.
Compromisso social e ambiental - Entre os momentos mais marcantes desta edição esteve a ação ambiental realizada em parceria com o projeto Mil pelo Planeta. Aproximadamente 70 mudas de árvores nativas do Cerrado foram distribuídas entre as escolas e companhias participantes — um momento especial e muito aguardado por bailarinos e diretores.
As mudas foram, em sua maioria, entregues no palco, gerando expectativa entre participantes de todas as idades, das crianças aos adultos, que celebraram a iniciativa com entusiasmo. Cada exemplar vinha acompanhado da mensagem. “A natureza é a maior artista, nós apenas colaboramos com ela.”
Para a coordenadora de comunicação do festival, Lara Radeke, a ação reforça o propósito do evento. “Acreditamos que a arte e a natureza caminham juntas. Levar essa consciência ambiental para o palco tornou a experiência ainda mais significativa para todos.”
No âmbito social, parte da organização realizou ação formativa no Centro de Promoção Social Palotinas, ministrando aulas de dança e ampliando o acesso à arte como instrumento de transformação.
O projeto é uma realização da Associação Motirô, com patrocínio da EMGEA, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/1991 – Lei Rouanet), do Ministério da Cultura – Governo Federal, e conta com apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
A organização já projeta a próxima edição, com a expectativa de ampliar ainda mais o alcance cultural e social do festival.