Geovani Bucci | 23 de fevereiro de 2026 - 20h15

Valdemar diz não ver segundo turno sem Lula e Flávio e defende união da direita já no 1º turno

Presidente do PL afirma que convergência no campo conservador pode garantir vitória ainda na primeira etapa da disputa

ELEIÇÕES 2026
Valdemar Costa Neto defende união da direita já no primeiro turno e projeta disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro em 2026. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que não vê possibilidade de um segundo turno da eleição presidencial de 2026 sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, o ideal seria a direita se unir já no primeiro turno para “matar o assunto”.

A declaração foi feita durante jantar com empresários em São Paulo, organizado pelo grupo Esfera Brasil. Valdemar avaliou que, havendo convergência entre partidos do campo conservador, Flávio poderia vencer ainda na primeira etapa da eleição.

O dirigente citou uma pesquisa recente do Instituto Paraná Pesquisas que, segundo ele, não teria registro e, portanto, não poderia ser divulgada. De acordo com Valdemar, o levantamento mostraria Flávio quatro pontos porcentuais à frente de Lula. Ele atribuiu o resultado a um possível “efeito Carnaval”, em referência ao desfile em homenagem ao presidente.

“Não acho que isso seja difícil (ter união no primeiro turno). Vamos ver o comportamento deles”, disse, ao comentar a possibilidade de articulação entre partidos de direita.

Valdemar também comentou eventuais nomes alternativos no campo conservador. Sobre o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), afirmou que não acredita em candidatura presidencial. Para ele, Ratinho deve permanecer focado na sucessão estadual, especialmente diante do desempenho do senador Sergio Moro (União Brasil), que, segundo o dirigente, teria cerca de 40% das intenções de voto no Estado.

Já em relação ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), Valdemar reconheceu que se trata de um “forte candidato”, mas ponderou que sua base eleitoral estaria concentrada em Goiás, sem alcance nacional suficiente para sustentar uma candidatura competitiva ao Palácio do Planalto.