Taça original da Copa do Mundo chega a São Paulo sob forte esquema de segurança
Troféu que será disputado por 48 seleções em 2026 inicia tour pelo Brasil com evento no Museu do Futebol
RUMO AO MUNDIALA taça original da Copa do Mundo desembarcou em São Paulo nesta segunda-feira (23) e foi apresentada ao público em evento realizado no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Sob forte esquema de segurança, o troféu, que será disputado por 48 seleções no Mundial de 2026, passou pela capital paulista como primeira parada no Brasil.
Objeto de desejo das seleções que disputarão a Copa no Canadá, Estados Unidos e México, a taça ficará em São Paulo apenas nesta segunda-feira. Depois, seguirá para o Rio de Janeiro, na terça-feira, e para Brasília, na quarta.
A turnê é organizada pela Coca-Cola, patrocinadora da Fifa desde 1978, responsável pelo tour desde a primeira edição. Ao todo, o troféu passará por 30 países-membros da entidade, com 75 paradas ao longo de mais de 150 dias. Antes de chegar ao Brasil, esteve em Guatemala, Honduras, Equador, Argentina e Uruguai.
A cerimônia reuniu jornalistas, convidados e executivos da Coca-Cola. O pentacampeão mundial Denílson foi o escolhido para apresentar o troféu. Apenas campeões do mundo e chefes de Estado podem tocá-lo.
Durante o evento, o ex-jogador comentou a chegada do técnico Carlo Ancelotti à seleção brasileira e demonstrou otimismo com a possibilidade de o Brasil voltar a conquistar o título após 24 anos.
“A chegada de Ancelotti trouxe o respeito que tínhamos perdido”, afirmou Denílson, campeão mundial em 2002. “A gente não via esse entusiasmo antes. Não era a favor de um estrangeiro na seleção, mas agora estou bem contente. Hoje enxergo a seleção muito mais equilibrada do que antes”.
Ele revelou ainda que questionou o treinador italiano sobre quem seria o “12º jogador” da equipe, mas não contou a resposta. “Não fui titular durante a Copa e sou lembrado até hoje porque sempre entrava saindo do banco de reservas. Na Copa, a vaidade tem que ser deixada de lado”, completou.
A chegada da taça contou com escolta da Polícia Civil, agentes do Grupo de Operações Especiais e equipe de segurança privada. O controle rígido visa garantir que o protocolo estabelecido pela Fifa seja cumprido.
Do lado de fora do museu, torcedores formaram fila para ver de perto o símbolo máximo do futebol mundial. Para acessar o espaço, foi necessário realizar cadastro prévio em plataforma digital. A entrada do público sofreu atraso em razão da presença do prefeito Ricardo Nunes no evento.
O périplo teve início em janeiro, em Riad, na Arábia Saudita. Após o Brasil, a taça seguirá para o México, onde permanecerá de 26 de fevereiro a 22 de março. Depois, entre 5 e 8 de junho, passará por mais 10 cidades em 26 dias, até a abertura da Copa do Mundo, marcada para 11 de junho.
Em cinco edições do tour, o troféu já visitou 182 dos 211 países-membros da Fifa. A atual turnê celebra o vigésimo aniversário da iniciativa.
A taça original deixa o Museu da Fifa, em Zurique, na Suíça, apenas em duas ocasiões: para a turnê oficial e durante a Copa do Mundo.
Diferentemente da antiga Jules Rimet, que ficava definitivamente com a seleção que conquistasse três títulos, o troféu atual permanece sob posse da Fifa. A equipe campeã recebe a taça provisoriamente e, depois, fica com uma réplica folheada a ouro, além da gravação do ano, do país-sede e do vencedor.
A atual campeã é a Argentina, que ergueu o troféu no Mundial do Catar, em 2022.
Produzida em ouro maciço, a taça pesa 6,175 quilos e mede 36,2 centímetros de altura. Tem 11,2 centímetros de diâmetro na base e 13,8 centímetros na parte mais larga. O design, criado em 1974, representa duas figuras humanas sustentando o globo terrestre.
Considerado um dos símbolos esportivos mais reconhecidos do planeta, o troféu tem valor incalculável e só pode ser tocado por um grupo restrito de pessoas, como campeões mundiais e chefes de Estado.