Governo Trump planeja reabrir embaixada dos EUA em Damasco
Departamento de Estado informa ao Congresso que adotará retomada gradual das operações na Síria
INTERNACIONALO governo Donald Trump comunicou ao Congresso que pretende avançar no planejamento para uma possível reabertura da embaixada dos Estados Unidos em Damasco, na Síria, fechada desde 2012, durante a guerra civil no país.
A notificação, enviada em 10 de fevereiro a comissões legislativas e obtida pela agência Associated Press, informa a intenção do Departamento de Estado de adotar uma abordagem gradual para retomar as operações diplomáticas. Segundo o documento, os gastos com o planejamento começariam em até 15 dias ou na semana seguinte, sem definição de prazo para a conclusão do processo ou para o retorno integral do pessoal americano à capital síria.
A reabertura vem sendo considerada desde o ano passado, após a deposição de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. O tema é tratado como prioridade por Tom Barrack, embaixador dos Estados Unidos na Turquia e enviado especial para a Síria.
Barrack defende uma reaproximação com a nova liderança síria, sob comando de Ahmad al-Sharaa, e atuou pela suspensão de sanções americanas e pela reintegração do país às comunidades regionais e internacionais. Em maio, ele visitou Damasco e hasteou a bandeira dos Estados Unidos no complexo da embaixada, embora a unidade ainda não tenha sido oficialmente reaberta.
No mesmo dia em que o Congresso foi notificado, Barrack elogiou a decisão da Síria de participar da coalizão que combate o Estado Islâmico, mesmo com a retirada de forças americanas de uma base no sudeste do país e com impasses entre o governo sírio e a minoria curda.
Questionado por jornalistas, Trump afirmou que Ahmad al-Sharaa está “fazendo um trabalho fenomenal” e declarou que a Síria “está se unindo”.
Os planos de reabertura são tratados como confidenciais, e o Departamento de Estado não divulgou detalhes além da confirmação do envio da notificação ao Congresso. O governo também adotou abordagem semelhante na tentativa de reabrir a embaixada americana em Caracas, na Venezuela, com envio de funcionários temporários para atuar em instalações provisórias antes de uma retomada completa.