Douglas Vieira | 20 de fevereiro de 2026 - 15h15

Campo Grande investiga caso suspeito de mpox; Brasil tem 46 confirmações

Paciente aguarda resultado de exame; MS tem dois casos sob investigação

ALERTA SANITÁRIO
Caso suspeito de mpox em Campo Grande aguarda resultado de exame laboratorial. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

A Vigilância em Saúde e Ambiente da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmou que há um caso suspeito de mpox em Campo Grande. O paciente está sendo monitorado e aguarda resultado de exames laboratoriais que irão confirmar ou descartar a infecção.

O registro ocorre em um momento em que o Brasil voltou a acender o alerta para a doença. Na última terça-feira (17), Porto Alegre confirmou o primeiro caso de 2026. Segundo o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, o país contabiliza atualmente 46 casos confirmados, com quadros leves e moderados, além de 98 em investigação. Não há óbitos confirmados.

Em Mato Grosso do Sul, dois casos suspeitos estão sob análise, incluindo o da Capital.

O que é mpox - A mpox é causada pelo MPXV (mpox vírus), pertencente ao gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral, cuja transmissão para humanos ocorre por contato direto.

De acordo com as autoridades de saúde, o diagnóstico é feito por exame laboratorial, por meio de teste molecular ou sequenciamento genético. A coleta da amostra é realizada, preferencialmente, a partir da secreção das lesões. Quando as lesões já estão secas, são enviadas as crostas para análise. O material é encaminhado aos laboratórios de referência no Brasil.

A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias ou saliva de pessoas infectadas.

Dados do Painel MAIS (Monitor de Apoio às Informações em Saúde) apontam que Mato Grosso do Sul registrou 752 notificações da doença ao longo dos anos.

Somente em 2025, foram 61 notificações de casos suspeitos no Estado. Desses, 11 foram confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A maioria das confirmações ocorreu na faixa etária de 30 a 39 anos, que concentra 54% dos registros. Entre pessoas de 40 a 49 anos, foram quatro casos confirmados. Também houve um caso na faixa de 20 a 29 anos.

Em Porto Alegre, onde foi confirmado o primeiro caso de 2026, a Vigilância Epidemiológica informou que a infecção identificada nesta semana ocorreu fora do Rio Grande do Sul. A capital gaúcha havia registrado 11 casos ao longo de 2025.

Com o novo cenário, as autoridades de saúde reforçam a importância da vigilância, diagnóstico precoce e acompanhamento dos casos suspeitos para evitar a disseminação do vírus.