19 de fevereiro de 2026 - 15h35

Santos sofre novo transfer ban da Fifa e fica impedido de inscrever reforço

Clube tem 45 dias para pagar dívida de 2,56 milhões de euros ao Arouca por João Basso

CRISE NA VILA
Santos tem 45 dias para quitar dívida com clube português e liberar inscrição de reforços. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O Santos voltou a enfrentar problemas fora de campo. Um novo transfer ban aplicado pela Fifa impede o clube de registrar jogadores, o que afeta diretamente a estreia do volante Christian Oliva. A punição está ligada a uma dívida de 2,56 milhões de euros — cerca de R$ 16 milhões — com o Arouca, de Portugal, pela contratação do zagueiro João Basso.

A equipe da Baixada foi surpreendida com o bloqueio oficializado na Fifa. O clube já havia sido notificado em janeiro pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas trabalhava com prazo até 26 de fevereiro para quitar o débito. Agora, o Santos tem 45 dias para resolver a pendência.

Enquanto a dívida não for paga, o clube fica impedido de inscrever reforços. Isso atinge diretamente Christian Oliva, que aguarda regularização para poder estrear.

Dívida antiga, pressão atual - João Basso foi contratado em 2023, mas teve pouco aproveitamento nesta temporada. O valor pendente refere-se justamente à negociação com o clube português.

Segundo informações já divulgadas, o Santos planejava usar parte do valor recebido na venda do lateral-esquerdo Souza ao Tottenham — negociação próxima de R$ 100 milhões — para quitar essa dívida. A diretoria, no entanto, não esperava que o bloqueio fosse registrado antes do prazo que considerava válido.

Em janeiro, ao ser notificado pelo CAS, o clube chegou a afirmar que estava lidando com problemas herdados da antiga gestão e garantiu que honraria os compromissos.

Com foco nas quartas de final do Campeonato Paulista — quando enfrenta o Novorizontino, líder da primeira fase — a diretoria ainda não se manifestou oficialmente sobre o novo bloqueio.

O presidente Marcelo Teixeira já havia prometido à torcida que as contas seriam regularizadas. Agora, o desafio é resolver a situação dentro do novo prazo e evitar maiores prejuízos esportivos.