Agência Brasil | 18 de fevereiro de 2026 - 22h00

Brasil quer parceria com a Índia para produzir medicamentos e vacinas

Proposta inclui remédios contra câncer e doenças tropicais, além de cooperação em saúde digital e IA

SAÚDE
Brasil quer parceria com a Índia para produzir medicamentos e vacinas. - (Foto: Rafael Nascimento/MS)

Durante agenda oficial em Nova Délhi, o governo brasileiro sinalizou interesse em firmar uma parceria com a Índia para produção de medicamentos e vacinas. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (18) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial.

A cooperação prevê a união de instituições públicas e empresas dos dois países para ampliar a produção de medicamentos oncológicos e remédios voltados ao combate de doenças tropicais. A ideia é fortalecer a capacidade produtiva local e ampliar o acesso da população a tratamentos.

Segundo Padilha, Brasil e Índia compartilham características estratégicas na área da saúde. “Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, afirmou.

Integração entre sistemas públicos

O ministro também propôs ampliar a troca de experiências sobre acesso gratuito aos serviços de saúde, destacando que ambos os países mantêm sistemas públicos de grande alcance — no caso brasileiro, o Sistema Único de Saúde (SUS).

Padilha convidou a Índia a integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. A iniciativa busca fortalecer a produção regional de insumos de saúde e reduzir a dependência externa.

“Queremos que Índia e Brasil estejam na linha de frente de uma nova agenda internacional de saúde baseada em produção local, inovação e cooperação solidária”, declarou.

Inteligência artificial na saúde

A agenda bilateral também incluiu discussões sobre o uso de tecnologias digitais e inteligência artificial na gestão dos sistemas públicos de saúde. Segundo o ministro, o intercâmbio pode contribuir para modernizar o SUS, ampliar o acesso e melhorar a qualidade do atendimento.

Outra proposta apresentada foi a criação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas relacionadas a terapias integrativas e complementares.