Vanessa Araujo | 18 de fevereiro de 2026 - 12h55

Amin reage a articulação do PL e diz que ninguém pode barrar candidatura em SC

Entrada de Carlos Bolsonaro no cenário catarinense pressiona chapa de Jorginho Mello e acirra disputa com Caroline de Toni

DISPUTA AO SENADO
Esperidião Amin afirma que ninguém pode impedir sua candidatura à reeleição ao Senado por Santa Catarina. - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A corrida pelas duas vagas ao Senado em Santa Catarina já provoca tensão entre aliados da direita no Estado. O senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que pretende disputar a reeleição e reagiu às articulações que envolvem o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC).

Em entrevista à revista Veja, Amin foi direto ao comentar a possibilidade de ser preterido na composição da chapa articulada pelo governador Jorginho Mello (PL). “Ninguém pode me impedir de ser candidato. Eu quero o mesmo direito que qualquer cidadão tem de concorrer”, declarou.

A fala ocorre em meio a um cenário que mudou nas últimas semanas. A articulação inicial previa espaço para Amin disputar uma das duas vagas que estarão em jogo. No entanto, a inclusão de Carlos Bolsonaro como possível candidato ao Senado por Santa Catarina alterou o equilíbrio político dentro do grupo.

Atualmente, três nomes estão colocados na disputa: Esperidião Amin, Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni. O próprio senador reconheceu que não há espaço para três candidaturas ao Senado na mesma chapa.

A indefinição cria um impasse na base alinhada ao governador Jorginho Mello, que tenta estruturar uma composição competitiva para 2026. Com apenas duas vagas disponíveis, a acomodação política passa a depender de negociações internas e de decisões partidárias.

Amin, por sua vez, afirmou contar com o apoio da federação União Progressista para sustentar o projeto de reeleição. A sinalização reforça que o senador trabalha para manter sua candidatura, independentemente das articulações em curso dentro do PL.

A movimentação também atinge a deputada Caroline de Toni. Conforme mostrou o Estadão, ela afirmou à imprensa que ouviu do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que não haveria espaço para sua candidatura ao Senado pela sigla em Santa Catarina.

Diante desse cenário, Caroline comunicou a Valdemar a intenção de deixar o partido. A saída, porém, ainda não está definida. Aliados tentam convencê-la a permanecer no PL.

Segundo a deputada, ao menos seis partidos fizeram convites para que ela se filie: Avante, Podemos, PRD, MDB, PSD e Novo. De acordo com interlocutores, ela avalia as propostas antes de tomar uma decisão.

A disputa revela que as articulações para o Senado em 2026 já estão em andamento e podem provocar mudanças partidárias nos próximos meses. A eventual candidatura de Carlos Bolsonaro por Santa Catarina reconfigura a estratégia da direita no Estado e coloca em xeque acordos previamente alinhados.

Enquanto Amin sustenta o direito de disputar a reeleição e busca apoio partidário, Caroline analisa seu futuro político, e o PL tenta organizar sua chapa. Com três pré-candidatos e apenas duas vagas, o cenário permanece aberto e depende das próximas movimentações internas.