Prestianni nega racismo contra Vini Jr., mas não explica gesto em campo
Jogador do Benfica diz que brasileiro "interpretou mal", enquanto clube tenta defendê-lo com vídeo
ESPORTEA acusação de racismo feita por Vinícius Júnior durante a derrota do Benfica para o Real Madrid por 1 a 0, no Estádio da Luz, ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (18). O argentino Gianlucca Prestianni, de 20 anos, usou as redes sociais para negar qualquer ofensa ao atacante brasileiro, mas não detalhou o que teria dito em campo.
O episódio ocorreu enquanto Vini Jr. comemorava o gol do Real Madrid. Irritado, o jogador procurou o árbitro alegando ter sido chamado de “macaco”. Companheiros de equipe saíram em sua defesa, e Mbappé acusou Prestianni de repetir o ato racista por cinco vezes.
Diante da repercussão, o meio-campista do Benfica publicou mensagem nos Stories do Instagram e no X. “Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao Vinicius Júnior, que lamentavelmente interpretou mal o que crê ter escutado”, escreveu. Ele acrescentou que jamais foi racista e afirmou ter recebido ameaças de jogadores do Real Madrid.
Apesar da negativa, Prestianni não explicou o conteúdo da fala dirigida a Vini Jr., nem o motivo de ter coberto a boca com a camisa do Benfica enquanto conversava com o adversário — gesto que gerou questionamentos. Logo após o lance, Mbappé se revoltou e chamou o argentino de “racista” em campo.
O Benfica demonstrou apoio ao atleta. Primeiro, publicou no X a mensagem “juntos, ao teu lado” em resposta ao posicionamento de Prestianni. Depois, divulgou um vídeo de 33 segundos, gravado de ângulo diferente do exibido por emissoras de TV, sugerindo que, pela distância, jogadores do Real Madrid não teriam como ouvir o que foi dito.
A justificativa não encerrou a controvérsia. O clube passou a ser criticado nas redes sociais, com torcedores questionando a defesa apresentada e cobrando esclarecimentos sobre o gesto de cobrir a boca. Também circularam imagens e vídeos de torcedores imitando macaco nas arquibancadas, ampliando a tensão em torno do caso.
Sem detalhar o que foi dito em campo, a versão apresentada por Prestianni mantém a discussão aberta e reforça o debate sobre episódios de racismo no futebol europeu.