Juliano Galisi | 17 de fevereiro de 2026 - 12h35

Blocos de Carol Biazin e Di Ferrero agitam a Faria Lima nesta terça de carnaval

Artistas comandam trios elétricos na zona oeste de São Paulo com repertório que mistura pop, rock, samba e marchinhas

CARNAVAL
Foliões acompanham trio elétrico de Carol Biazin e Di Ferrero na Avenida Faria Lima, em São Paulo, nesta terça de carnaval. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

A Avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo, virou ponto de encontro de foliões nesta terça-feira de carnaval, 17, com dois blocos puxados por nomes conhecidos da música nacional. Carol Biazin e Di Ferrero comandam trios elétricos que saem do mesmo trecho da via, na altura do número 4.100, próximo ao cruzamento com a Avenida Juscelino Kubitschek, reunindo públicos distintos em torno de uma proposta semelhante: misturar estilos e ampliar o alcance da festa.

A concentração do bloco Te Amo Sem Culpa, liderado por Carol Biazin, começou por volta das 11h. Já o Se Fui Triste Não Me Lembro, de Di Ferrero, ex-vocalista do NX Zero, tem saída prevista a partir das 13h, também do mesmo ponto da Faria Lima.

A proposta dos dois artistas aposta na diversidade musical como fio condutor do carnaval de rua paulistano. Do pop romântico ao rock com guitarras marcantes, passando por samba e marchinhas, os blocos seguem em direção à Avenida Hélio Pellegrino, com dispersão prevista para as 16h, no caso do trio de Carol, e às 17h30, no de Di Ferrero.

Para Carol Biazin, a apresentação marca um momento especial na carreira. Conhecida pelo repertório pop e por letras românticas, a cantora paranaense estreia como comandante de bloco de carnaval.

Ao Estadão, ela contou estar “empolgada” com a experiência. “Estou com um frio na barriga, não vou negar”, afirmou. “Geralmente eu ia para curtir, agora estou indo para fazer a galera curtir”.

O bloco leva o nome de um dos maiores sucessos da artista, Te Amo Sem Culpa, e tem como proposta celebrar o orgulho LGBT, além de apostar em um repertório com forte apelo romântico. Para a ocasião, as músicas ganharam nova roupagem.

“Esse bloco é diferente de tudo que já fiz. Transformamos as músicas em ritmos de carnaval. Tem várias misturas, subimos muito o BPM das músicas para que todas fizessem o corpo balançar”, explicou Carol.

Além da anfitriã, o trio conta com participações de Lou Garcia, Ana Gabriela, Clarissa Müller e Joyce Alane, ampliando a diversidade de vozes femininas no circuito.

Do mesmo ponto da Faria Lima, o cantor Di Ferrero leva para a rua o bloco Se Fui Triste Não Me Lembro. Conhecido por sua trajetória à frente do NX Zero, o artista aposta em um repertório que transita entre guitarras e marchinhas, buscando um equilíbrio entre o universo do rock e o clima tradicional do carnaval.

“São versões legais de músicas de bandas de rock ou samba”, disse Di Ferrero ao Estadão. Segundo ele, a mistura de gêneros ajuda a ampliar o alcance da festa. “Deixa a festa mais democrática e aberta”, completou.

O cantor já foi citado por Ivete Sangalo como um roqueiro capaz de comandar um trio elétrico em Salvador, referência máxima do carnaval brasileiro. Em São Paulo, ele divide o palco com Badauí, vocalista do CPM 22, e com o rapper Luccas Carlos, reforçando o caráter eclético do bloco.

A escolha da Faria Lima como ponto de concentração reforça a consolidação da região como um dos principais corredores do carnaval de rua paulistano. Ao reunir dois blocos com propostas distintas, mas que convergem na ideia de mistura e inclusão, a avenida se transforma em vitrine da pluralidade musical que marca a folia na capital.

Enquanto Carol aposta em versões aceleradas de sua própria discografia e em um clima voltado ao orgulho LGBT, Di Ferrero investe na fusão entre rock, samba e marchinhas para atrair um público variado. Em comum, ambos defendem um carnaval mais aberto, onde diferentes estilos convivem no mesmo trio elétrico.

A programação desta terça-feira mostra que o carnaval paulistano vai além dos ritmos tradicionais e incorpora novas sonoridades, ampliando o diálogo com diferentes públicos. Ao ocupar o espaço urbano com propostas diversas, os blocos reforçam a característica democrática da festa, que transforma avenidas em grandes palcos a céu aberto.