Mãe e padrasto são presos em MS suspeitos de agredir bebê de um ano
Criança deu entrada na UPA com fratura no fêmur, hematomas e marca de mordida; casal disse que ela "não parava de chorar"
DOURADOSDois jovens de 19 anos, mãe e padrasto de uma criança de 1 ano e 8 meses, foram presos em flagrante em Dourados, a 250 km de Campo Grande, suspeitos de agredir a menina, que chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com diversas lesões pelo corpo, incluindo fratura no fêmur esquerdo.
De acordo com a Polícia Civil, a criança foi levada à UPA por familiares já com quadro grave, apresentando hematoma na região dos olhos, lesão na testa, marca de mordida na parte superior das costas, dor intensa na perna esquerda e fratura no fêmur, confirmada por exame de imagem e imobilizada pela equipe médica.
Os profissionais perceberam que o conjunto das lesões não era compatível com a versão inicialmente apresentada pelos responsáveis, o que motivou o acionamento imediato da Guarda Municipal e da Polícia Civil.
Na UPA, a mãe foi detida. Na sequência, equipes da Guarda Municipal e da Polícia Civil identificaram o padrasto e passaram a ouvi-lo sobre o caso.
Segundo o boletim, o homem confessou ter agredido a criança com chutes no rosto e a arremessado contra a cama, o que teria causado parte das lesões. Já a mulher admitiu ter mordido a filha nas costas. Ambos afirmaram que praticaram as agressões porque a criança “não parava de chorar”.
As investigações apontam que as violências aconteceram dentro da casa da família. Policiais foram até o imóvel para fazer diligências e detalhar a participação de cada um nas agressões, com registros anexados ao inquérito.
O casal foi autuado em flagrante por maus-tratos qualificados, já que as agressões resultaram em lesão corporal de natureza grave. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois, citando a gravidade das agressões, a idade da vítima e a extrema vulnerabilidade da criança.
A menina permanece internada, sob cuidados médicos, com acompanhamento da rede de proteção à infância no município. O caso segue em investigação.