Arícia Martins | 16 de fevereiro de 2026 - 22h00

Zelensky alerta para novos ataques russos à infraestrutura de energia

Presidente pede envio rápido de sistemas de defesa aérea e cobra apoio dos aliados

INTERNACIONAL
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. - (Foto: Reprodução)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira, 16, que relatórios da inteligência ucraniana apontam para a preparação de novos ataques massivos da Rússia contra a infraestrutura energética do país. Segundo ele, o cenário exige reforço imediato da defesa aérea.

“Esses são ataques combinados que requerem proteção especial e suporte correspondente de nossos parceiros. Qualquer atraso no fornecimento de mísseis de defesa aérea, qualquer entrega tardia contribui para aumentar os danos dos ataques”, escreveu Zelensky em sua conta na rede X.

A declaração ocorre poucos dias antes do quarto aniversário do início da guerra, em meio a esforços diplomáticos para tentar reduzir as hostilidades.

Durante a Conferência de Segurança de Munique, realizada no fim de semana, líderes da Alemanha, Polônia, Finlândia e da Comissão Europeia discutiram o conflito. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, era esperado no encontro, mas não compareceu.

Zelensky afirmou que as discussões realizadas em Munique precisam sair do papel. “Tudo o que discutimos em Munique com nossos aliados deve ser implementado rapidamente. É importante que os aliados não fiquem em silêncio”, disse.

O presidente também destacou a necessidade de maior envolvimento dos Estados Unidos. “Concordamos com todas as propostas realistas dos EUA, começando pela proposta de um cessar-fogo incondicional e de longo prazo. A Rússia rejeita isso e continua os ataques no front, e ataca nossas cidades e infraestrutura de energia. Esperamos que os parceiros ajam”, afirmou.

Ele cobrou decisões mais firmes da Europa, do Reino Unido, do Canadá e de outros aliados.

Nos próximos dias, às vésperas do quarto ano do conflito, os Estados Unidos devem mediar negociações entre Rússia e Ucrânia, em Genebra, com o objetivo de discutir possíveis caminhos para encerrar as hostilidades.

Enquanto isso, Kiev mantém o alerta máximo para proteger usinas e redes de energia, alvos frequentes de ataques russos desde o início da guerra.