Redação O Estado de S. Paulo | 16 de fevereiro de 2026 - 21h30

Brasileira é morta a facadas pelo ex-marido em Nova York

Suspeito foi preso e responderá por homicídio; vítima havia obtido medida protetiva dias antes

INTERNACIONAL
Brasileira foi morta a facadas em residência em Farmingville, no estado de Nova York. - (Foto: Reprodução/Street View Google Maps)

A brasileira Adriana Paulino Barbosa, de 46 anos, morreu após ser esfaqueada pelo ex-marido, Marcos Marques-Leal, de 57, na noite da última quinta-feira, 12, em Farmingville, na região de Long Island, estado de Nova York, nos Estados Unidos.

Segundo a polícia local, o crime ocorreu por volta das 20h15, em uma residência na Granny Road. Agentes foram acionados para atender a uma ocorrência de violência doméstica e encontraram Adriana com ferimentos provocados por faca. Ela foi socorrida e levada ao Hospital Universitário Stony Brook, mas não resistiu.

Uma adolescente que estava na casa no momento do ataque também sofreu ferimentos e foi encaminhada ao hospital. O estado de saúde dela não foi detalhado.

Marcos Marques-Leal foi levado à unidade hospitalar com ferimentos graves que, de acordo com as autoridades, parecem ter sido causados por ele mesmo após o ataque.

Em nota, a Polícia do Condado de Suffolk informou que o suspeito é acusado de homicídio, desacato à autoridade e de colocar em risco o bem-estar de uma criança. Ele deverá ser apresentado à Justiça em data ainda a ser definida.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, uma amiga da vítima afirmou que Adriana havia conseguido, poucos dias antes do crime, uma medida protetiva contra o ex-marido, após relatar episódios recorrentes de intimidação.

Após a morte, a Brazilian Gospel Church, igreja frequentada por Adriana, organizou uma campanha on-line para arrecadar recursos destinados ao funeral, à cerimônia de homenagem e ao apoio financeiro aos familiares.

Até a noite desta segunda-feira, 16, a vaquinha já havia arrecadado mais de US$ 21 mil, o equivalente a cerca de R$ 110 mil. A meta estabelecida é de US$ 40 mil, aproximadamente R$ 209 mil.

O caso segue sob investigação das autoridades do Condado de Suffolk.