Prefeitura de Dourados inicia obra de centro para tratamento de álcool e drogas
Unidade CAPS AD III recebe R$ 4,8 milhões do Novo PAC e deve ficar pronta até o fim do ano no Jardim Novo Horizonte
INTERIORA Prefeitura de Dourados, a 250 km de Campo Grande, deu início à construção do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III), voltado ao atendimento de pessoas em tratamento por dependência de álcool e outras drogas. A unidade será erguida na Rua Abílio de Mattos Pedroso, nº 1565, no Jardim Novo Horizonte, com investimento de R$ 4.825.527,58 do Novo PAC Saúde.
O prédio terá 722,92 m² de área construída em um terreno de 7.802,56 m² do município. A ordem de serviço será assinada na manhã desta quinta-feira (19), em cerimônia com o prefeito Marçal Filho, o secretário de Obras Públicas, Jorge De Lúcia, o secretário de Saúde, Marcio Figueiredo, vereadores e convidados. A previsão é que a obra seja entregue até o fim do ano.
De acordo com a prefeitura, o CAPS AD III terá sala de acolhimento e espera, salas para atividades em grupo, farmácia, sala de aplicação de medicação, espaço de convivência, refeitório, sala de repouso, cozinha, banheiros coletivos, áreas de apoio e lavanderia. Para o secretário de Saúde, Marcio Figueiredo, a estrutura deve permitir um atendimento mais humanizado às pessoas em tratamento.
Os Centros de Atenção Psicossocial são serviços públicos de saúde mental que atendem pessoas em intenso sofrimento psíquico e também casos ligados ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. Em Dourados, quando o CAPS AD III estiver em funcionamento, a unidade contará com equipe multiprofissional para oferecer cuidado contínuo, acompanhamento clínico e apoio psicossocial a usuários e familiares, além de suporte a outros serviços de saúde.
O modelo CAPS AD III é destinado a municípios com mais de 150 mil habitantes e atende pessoas em diferentes situações relacionadas ao consumo de álcool e drogas. Entre as ações previstas estão acolhimento em momentos de crise, apoio psicológico, terapias individuais e em grupo, além de atividades terapêuticas, artísticas, culturais e de socialização para fortalecer vínculos e estimular a autonomia.
As equipes também vão atuar na orientação e no apoio para inclusão em escola, trabalho e vida comunitária, construindo o Projeto Terapêutico Singular em conjunto com o paciente e a família. O atendimento será integrado à rede de saúde, em articulação com Unidades Básicas de Saúde, hospitais gerais, Unidades de Acolhimento e Serviços Residenciais Terapêuticos.