Cassems acompanha pés e visão de diabéticos com exames regulares em Campo Grande
Clínica da Família da Cassems faz avaliação do "pé diabético" a cada seis meses e rastreio anual da visão para evitar complicações
SAÚDEA rotina de atendimento a pessoas com diabetes na Clínica da Família da Cassems ganhou foco maior na prevenção de complicações nos pés e na visão. Em ação realizada pelos Núcleos de Prevenção e do Diabético, a unidade passou a oferecer avaliação periódica do chamado “pé diabético” e rastreio específico de doenças nos olhos, como forma de reduzir internações, amputações e perda de visão.
A enfermagem é responsável pela avaliação dos pés, voltada à neuropatia, que é a perda gradual de sensibilidade nas extremidades, comum em quem tem diabetes. Usando um monofilamento, um fio de nylon indolor que testa pontos de pressão, a enfermeira Simone realiza o exame de forma rápida e simples. Segundo ela, o acompanhamento semestral com o estesiômetro permite detectar cedo alterações de sensibilidade. “Esse monitoramento melhora muito a qualidade de vida. Com o estesiômetro, avaliamos a sensibilidade a cada seis meses e conseguimos detectar precocemente se o paciente está descompensado ou se há alguma lesão”, explica.
Simone destaca que o olhar atento aos pés ajuda a evitar casos graves. “Isso diminui muito as internações e até mesmo as amputações. Na consulta, também orientamos sobre autocuidado e como ativar a circulação, fortalecendo a autonomia do paciente”, afirma.
A proposta do núcleo também passa por mudanças de hábito. A professora Marciana Vicenta Bulgarin de Ávalos, de 57 anos, conta que a convocação para a avaliação foi o incentivo que precisava para ajustar a rotina. Ela conseguiu deixar a insulina e voltar ao tratamento com comprimidos, resultado de reeducação alimentar e prática de exercícios físicos. “O cuidado com a alimentação sobressai, porque não adianta tomar o remédio e descuidar do que se come. Eu estava com insulina, mas com reeducação e exercício físico, consegui voltar para os comprimidos”, relata.
Além dos pés, o programa mira a proteção da visão. A retinopatia diabética é apontada como uma das principais causas de cegueira no mundo e, assim como o glaucoma, costuma não apresentar sintomas no início. Pela primeira vez na unidade, o oftalmologista Lucas Dourado Pancini passou a realizar rastreio visual específico nos beneficiários. Ele reforça a importância do acompanhamento anual: “Quem é diabético tem o dever de fazer o rastreio no mínimo uma vez ao ano. Detectar a retinopatia precocemente permite um tratamento eficaz, evitando perdas visuais definitivas”, orienta.
O trabalho mostra que a prevenção pode ser incorporada em qualquer fase da vida. Aos 80 anos, a aposentada Ilma Rodrigues dos Santos, beneficiária da Cassems há mais de duas décadas, acompanhou a irmã na consulta e aproveitou para atualizar os próprios cuidados com a visão e o controle do diabetes.
A Clínica da Família funciona no modelo de “Acesso Avançado”, em que o monitoramento é proativo: a equipe chama o paciente antes que o problema apareça ou se agrave. Consultas de prevenção têm isenção de fator participativo, o que vale também para o Núcleo do Diabético, que conta com apoio de nutricionistas e psicólogos.
Participar do núcleo significa ter garantidas avaliações semestrais para proteção dos pés e acompanhamento anual da visão dentro da própria unidade. O beneficiário tem acesso direto e contínuo a especialistas, com consultas incluídas no programa de prevenção da Cassems, que oferece isenção no fator participativo para quem mantém esse cuidado em dia.