Comitê de Gênero, Raça e Diversidade do TJMS define metas e ações para 2026
Primeiro encontro do ano tratou de letramento, eventos e ampliação da representatividade
EQUIDADE NO TJO Comitê de Gênero, Raça e Diversidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul realizou nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, o primeiro encontro de 2026 para definir estratégias, metas e planos de ação ao longo do ano. A reunião ocorreu no Salão Pantanal e marcou também a integração de novos integrantes.
Conduzido pela desembargadora Sandra Artioli, o encontro reuniu magistrados e servidores que compõem o colegiado. O grupo é formado por representantes de diferentes áreas, incluindo profissionais com formação em direito, psicologia, serviço social e história, além de integrantes que representam servidores, pessoas com deficiência e a comunidade LGBT.
Segundo a presidente do Comitê, a reunião teve como foco alinhar as prioridades diante da renovação significativa ocorrida no fim do ano passado. “Essa primeira reunião foi importante para que nos conhecêssemos, uma vez que houve uma renovação grande do Comitê no final do ano passado, e para traçarmos os objetivos, as metas esperadas e planos de ação do nosso Comitê”, afirmou Sandra Artioli.
Instituído em 2018 pela Portaria nº 1.347, o Comitê tem a função de identificar problemas e propor medidas que promovam igualdade no ambiente de trabalho do Judiciário, considerando aspectos físicos, sociais, psicológicos e organizacionais.
Entre as ações previstas para 2026 está a oferta de um curso de letramento, considerado prioridade neste momento. Também estão em planejamento eventos em datas comemorativas, rodas de conversa e cursos online voltados a magistrados e servidores.
“A prioridade é divulgar as questões afetas ao Comitê, fazer uma conscientização, principalmente quanto ao atendimento a esse público específico, chamando atenção para a forma de acolhimento e abordagem”, destacou a desembargadora.
Durante a reunião, foi debatida a inclusão de um representante da OAB/MS na composição do Comitê, como forma de ampliar a representatividade e fortalecer o diálogo institucional.
Para Sandra Artioli, o trabalho desenvolvido não se limita ao ambiente interno do Judiciário. “O conhecimento que compartilhamos internamente também é repassado à comunidade externa, impactando positivamente nossos jurisdicionados. Promover a equidade não é apenas reconhecer as diferenças, é transformá-las em fundamento de justiça”, afirmou.
Participaram do encontro, além da presidente do Comitê, os juízes Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, da Vara Criminal de Sidrolândia, e Eduardo Augusto Alves, da 3ª Vara Cível de Nova Andradina.
Também estiveram presentes Maristela de Freitas Souza, secretária-executiva da Direção-Geral; Roberto Taveira, assessor jurídico-administrativo da Secretaria de Gestão de Pessoas; Ana Eliza dos Santos, assessora jurídica da Coordenadoria da Mulher; Ana Claudia Viegas, analista judiciária de Dourados; Vanessa Camargo, técnico de nível superior do GMF; Reinaldo dos Santos, analista judiciário de Dourados; e Geíza dos Santos, técnico de nível superior em Campo Grande.