Matheus Andrade, especial para a AE | 13 de fevereiro de 2026 - 16h35

Câmara da Argentina aprova acordo União Europeia-Mercosul

Texto recebeu 203 votos favoráveis e agora segue para o Senado; governo fala em passo histórico

ACORDO MERCOSUL
Deputados argentinos aprovam acordo entre União Europeia e Mercosul por ampla maioria. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, abrindo caminho para a etapa final de tramitação no Senado. O texto foi aprovado com 203 votos favoráveis, 42 contrários e quatro abstenções.

A votação contou com apoio tanto de parlamentares do governo libertário quanto da oposição peronista. A medida é considerada estratégica pela gestão do presidente Javier Milei.

O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, classificou a decisão como uma “ótima notícia que nos permitirá avançar rapidamente na próxima semana no Senado para sua aprovação final”. Em publicação na rede social X, o chanceler também compartilhou uma foto ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e afirmou que ambos discutiram o progresso do acordo, que “hoje recebeu aprovação preliminar no Congresso”.

Passo legislativo inédito no bloco - O presidente da Câmara dos Deputados, Martín Menem, afirmou que a aprovação está alinhada à política internacional defendida por Milei. Em postagem na mesma rede social, declarou que o país está dando “um passo histórico para que a Argentina supere seu isolamento e se reintegre ao mundo com regras claras e previsibilidade”.

Menem também destacou que a Argentina se torna o primeiro país do Mercosul a avançar legislativamente com o tratado.

Na semana passada, Quirno já havia sinalizado que, uma vez aprovado internamente, o acordo poderia “ser ativo”, e que “à medida que outros países fizerem o mesmo, eles serão adicionados” ao mecanismo.

Segundo o chanceler, a aprovação por um dos integrantes do Mercosul permite a ativação provisória do tratado para esse país, mesmo antes da ratificação pelos demais membros do bloco.

Agora, a expectativa do governo argentino é acelerar a análise no Senado para consolidar a adesão formal ao acordo comercial com a União Europeia.