Julia Maciel | 12 de fevereiro de 2026 - 18h15

Nestlé atribui a erro de conversão recolhimento de fórmula infantil pela Anvisa

Empresa diz que valores estavam dentro do limite e que houve falha na declaração das unidades de medida

ALERTA SANITÁRIO
Nestlé afirma que recolhimento determinado pela Anvisa decorreu de erro na conversão de dados nutricionais. - (Foto: Nestlé/Reprodução)

A Nestlé Brasil informou nesta quinta-feira, 12, que a resolução publicada no Diário Oficial da União determinando o recolhimento de lotes de uma de suas fórmulas infantis foi motivada por uma falha na conversão de dados enviados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Em nota, a fabricante afirmou que houve equívoco na declaração das unidades de medida de selênio e iodo nos laudos de avaliação encaminhados à Anvisa.

“Os valores registrados de 31,1 mcg para selênio e 175,7 mcg para iodo correspondem, na realidade, a 3,11 mcg e 17,57 mcg por 100 kcal, respectivamente, montantes que atendem aos limites previstos na legislação”, informou a empresa.

Segundo a Nestlé, o erro ocorreu no preenchimento das métricas, com uso de microgramas por quilograma em substituição ao padrão de microgramas por 100 gramas exigido nos protocolos de fiscalização.

A fabricante declarou que foi surpreendida pela publicação do recolhimento, já que, segundo ela, os parâmetros nutricionais reais estão em conformidade com as normas vigentes.

A empresa comunicou ainda que está em contato com a autoridade sanitária para prestar esclarecimentos e reiterou que os produtos são seguros para consumo.

O caso envolve uma das fórmulas infantis da marca, alvo de resolução que determinou suspensão e recolhimento de lotes após divergência nos dados nutricionais informados.

O episódio ocorre pouco mais de um mês após a Nestlé ter anunciado, em 7 de janeiro de 2026, um recolhimento voluntário de outros lotes de fórmulas infantis.

Na ocasião, a medida foi adotada após identificação da substância cereulide em ingrediente fornecido por empresa terceirizada. A toxina, derivada do microrganismo Bacillus cereus, foi detectada em testes de rotina.

Segundo a companhia, o uso do ingrediente foi interrompido e os produtos substituídos como forma de prevenir possíveis reações adversas, como vômitos e diarreia.