Bortoleto relata dificuldades com nova largada nos testes da F1 2026 no Bahrein
Piloto brasileiro aponta mudanças no regulamento como principal desafio antes da etapa de Melbourne
FÓRMULA 1A temporada 2026 da Fórmula 1 ainda nem começou oficialmente, mas já impõe desafios significativos aos pilotos. Durante os testes realizados no Circuito Internacional do Bahrein, o brasileiro Gabriel Bortoleto chamou atenção ao relatar dificuldades com as mudanças no regulamento, principalmente no novo procedimento de largada. O piloto da Audi foi o sexto colocado na sessão vespertina desta quinta-feira e detalhou os obstáculos enfrentados na adaptação ao carro e às novas regras.
O principal ponto de preocupação, segundo Bortoleto, é o novo formato de largada, que foi simulado ao fim da atividade da tarde no Bahrein. O procedimento, mais complexo do que o adotado anteriormente, tem exigido atenção redobrada dos pilotos.
"É complicado. Tem essa coisa dos dez segundos, depois de cinco, eu já perdi a conta. Motor acelerando, engata marcha, desengata, solta a embreagem... é uma bagunça. Ano passado era muito mais simples", afirmou o brasileiro em entrevista ao portal Motorsport.com.
A declaração evidencia um cenário de transição para a categoria. A Fórmula 1 passa por mudanças importantes em 2026, e o novo regulamento técnico tem alterado não apenas os carros, mas também procedimentos que, até então, já estavam consolidados para os pilotos.
Adaptação ao novo regulamento - Bortoleto destacou que o processo de adaptação faz parte da rotina da pré-temporada. O trabalho no Bahrein tem sido intenso justamente para ajustar detalhes do monoposto e compreender o comportamento do carro diante das novas exigências.
Segundo ele, nenhuma equipe chegará totalmente pronta para a primeira etapa do campeonato, marcada para as próximas semanas em Melbourne, na Austrália.
"Melbourne é daqui a algumas semanas e a gente não vai estar com o carro 100% até lá. Nenhuma equipe vai estar, na minha opinião. Vão ter algumas que vão estar mais desenvolvidas e outras não", avaliou.
A fala do piloto reforça que o cenário de 2026 tende a ser marcado por diferenças no nível de desenvolvimento entre as equipes nas primeiras corridas da temporada. Em um campeonato historicamente equilibrado, detalhes técnicos e estratégicos podem fazer a diferença logo nas primeiras etapas.
Em 2026, Gabriel Bortoleto disputa sua segunda temporada na Fórmula 1. O ano marca também uma fase de transformação dentro da própria equipe. A Sauber passa a competir como Audi, mudança que simboliza um novo momento estrutural e esportivo.
Ciente da responsabilidade e da necessidade de evolução constante, o brasileiro reconhece que o estudo do regulamento será fundamental nas próximas semanas.
"Precisaremos estudar um pouco mais os novos regulamentos e como lidar com eles. Mas em algum momento tudo se tornará automático, como foi no ano passado", comentou.
A experiência acumulada na temporada anterior pode ajudar na adaptação, mas o cenário atual exige aprendizado acelerado. A nova realidade técnica impõe desafios que vão além da pilotagem, envolvendo entendimento detalhado dos procedimentos e da dinâmica do carro.
O desafio que pode definir o início do campeonato - Entre ajustes no monoposto e entendimento das regras, a largada surge como um ponto sensível. Em categorias de alto nível como a Fórmula 1, uma saída bem executada pode determinar o rumo da corrida. Qualquer erro no procedimento pode custar posições decisivas.
O relato de Bortoleto revela que a complexidade da nova largada ainda gera incertezas, mesmo entre pilotos já adaptados ao ritmo da categoria. Se o procedimento continuar sendo um fator de dúvida nas primeiras etapas, a disputa pode ganhar um ingrediente extra de imprevisibilidade.
Para o público brasileiro, a atenção se volta para a evolução de Bortoleto nesse novo contexto. A temporada ainda não começou, mas os bastidores indicam que 2026 será um ano de ajustes, aprendizado e, possivelmente, surpresas logo nas primeiras luzes apagadas do campeonato.