Naomi Matsui | 12 de fevereiro de 2026 - 14h35

Flávio Bolsonaro diz que sonha com vídeos do pai preso em sua campanha presidencial

Senador afirma que Jair Bolsonaro deve influenciar palanques estaduais e aposta em São Paulo como estratégico

ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro afirma que gostaria de contar com vídeos do pai em sua campanha presidencial. - Foto: Imagem Ilustrativa / A Critica

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (12) que ainda não sabe como será a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua campanha, mas declarou que gostaria de contar com o pai na produção de conteúdos eleitorais. Jair Bolsonaro está preso e impedido de utilizar redes sociais.

“É uma interrogação ... Meu sonho seria que ele pudesse gravar os vídeos, dar entrevista com mais tranquilidade. Não sei como será a participação dele direta”, disse Flávio em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.

A declaração ocorre em meio às discussões sobre o papel do ex-presidente no cenário político de 2026. Mesmo sem detalhar como essa colaboração poderia ocorrer, o senador deixou claro que considera o apoio do pai estratégico para a corrida eleitoral.

Flávio contou que visitou Jair Bolsonaro na quarta-feira (11) e relatou que o ex-presidente estava com “muito soluço”. Ele não deu mais detalhes sobre o estado de saúde do pai.

Influência nas decisões políticas

Durante a entrevista, o senador afirmou que Jair Bolsonaro deve participar das decisões sobre os palanques estaduais, destacando o que chamou de “feeling político” do ex-presidente.

“De vez em quando, têm uns traidores, mas 99% das vezes, ele acerta. Ele falou: ‘Flávio, tem que ser você’”, declarou.

A fala reforça a intenção de manter o ex-presidente como referência central nas articulações políticas, mesmo diante das restrições impostas a ele.

Flávio Bolsonaro também comentou a estratégia para a disputa presidencial. Segundo ele, a campanha buscará ampliar o desempenho da direita em Estados onde Jair Bolsonaro ficou atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

“A estratégia nacional é aumentar a diferença em relação ao PT que tivemos em algumas regiões. Aumentamos em alguns lugares, mas não foi suficiente. São Paulo é um Estado muito estratégico”, afirmou.

O senador avaliou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve oferecer um “palanque forte” no Estado. A ideia, segundo ele, é compensar desvantagens registradas em determinadas regiões com melhor desempenho em outras.

Embora ainda falte tempo para o início oficial da campanha, Flávio Bolsonaro já sinaliza que pretende vincular sua imagem à do pai, apostando no capital político construído nas eleições anteriores.

Sem definir como Jair Bolsonaro poderá participar de forma direta, o senador trabalha com a expectativa de manter o ex-presidente como peça relevante nas decisões estratégicas e na mobilização do eleitorado conservador.