Mateus Maia | 12 de fevereiro de 2026 - 08h35

Ministro da CGU diz que casos do Master e INSS começaram em governos anteriores

Vinicius de Carvalho afirma que atual gestão permite atuação de órgãos de controle e critica uso político do tema

POLÍTICA
O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho - Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, afirmou nesta quinta-feira que as fraudes envolvendo o banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, tiveram início em governos que, segundo ele, não detectavam casos de corrupção. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação.

Ao comentar o tema, Carvalho comparou o combate à corrupção a uma cidade que possui ou não um aparelho de ressonância magnética. Segundo ele, quando há instrumentos de controle, os problemas aparecem porque são investigados. “O governo do presidente Lula é o governo em que tem ressonância magnética, é o governo em que as pessoas podem ter certeza que a CGU faz o seu trabalho, a Polícia Federal faz o seu trabalho, a Receita Federal faz o seu trabalho e todos os órgãos responsáveis por controle, fiscalização e investigação fazem o seu trabalho."

Para o ministro, a identificação de fraudes não significa aumento da corrupção, mas sim funcionamento dos mecanismos de fiscalização. Ele disse que a gestão atual permite que as instituições atuem de forma independente.

Durante a entrevista, Carvalho também comparou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, Lula não politiza o tema da corrupção e deixa os órgãos competentes atuarem.

“É melhor um presidente que não politiza o tema da corrupção, como o presidente Lula não politiza e deixa as instituições trabalharem, do que um presidente que fala de corrupção todo dia como a gente tinha no Brasil e não fazia nada, não enfrentava o tema na verdade”, declarou.

O ministro citou ainda dados de uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, que apontariam aumento da confiança dos brasileiros no setor público e no combate à corrupção.