Osvaldo Júnior | 11 de fevereiro de 2026 - 16h40

Projeto propõe reconhecer associação indígena de Nioaque como utilidade pública

Proposta apresentada por Gleice Jane prevê título estadual para entidade que atua com indígenas em contexto urbano

ALEMS
Projeto apresentado por Gleice Jane propõe reconhecer associação indígena de Nioaque como utilidade pública estadual. - (Foto: Wagner Guimarães)

A Associação de Índios Urbanizados de Nioaque (AIURNI) poderá ser reconhecida como entidade de utilidade pública estadual. O Projeto de Lei 08/2026, que trata do tema, foi apresentado nesta quarta-feira, 8, pela deputada estadual Gleice Jane (PT), durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

De acordo com a justificativa da proposta, a AIURNI é uma organização da sociedade civil, sem fins econômicos, com sede no município de Nioaque. A entidade desenvolve ações voltadas à promoção dos direitos sociais, culturais e coletivos das populações indígenas que vivem em áreas urbanas.

Entre os objetivos da associação estão a valorização da identidade indígena, a defesa do direito à cidade, o fortalecimento da cidadania e o incentivo à participação comunitária.

Na justificativa do projeto, a deputada afirma que a entidade cumpre todos os requisitos legais exigidos para receber o título de utilidade pública estadual. Segundo ela, a associação também apresenta atuação alinhada ao interesse coletivo.

“A associação, além de cumprir formalmente todos os requisitos legais para a obtenção do título de utilidade pública estadual, também apresenta um perfil institucional comprometido com a promoção do bem comum, o fortalecimento dos laços comunitários e a defesa dos direitos dos povos indígenas em áreas urbanas”, destacou Gleice Jane.

Conforme o Regimento Interno da ALEMS, propostas que tratam da declaração de utilidade pública passam por única discussão e votação. Caso o projeto receba parecer favorável por unanimidade da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, a votação em plenário poderá ocorrer de forma simbólica.

Se aprovado, o reconhecimento permitirá que a entidade tenha acesso a benefícios previstos na legislação estadual para instituições consideradas de interesse público.