Pesquisa Quaest mostra 57% contra mais quatro anos de Lula no Planalto
Levantamento aponta rejeição semelhante entre Lula e Flávio Bolsonaro e cenário ainda indefinido para 2026
ELEIÇÕES 2026A permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por mais quatro anos no comando do país é rejeitada por 57% dos eleitores, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 11. Outros 39% afirmam que o petista merece continuar à frente do Palácio do Planalto.
Em comparação com janeiro, a variação foi considerada residual e dentro da margem de erro. No mês anterior, 56% diziam que Lula não merecia um novo mandato, enquanto 40% defendiam a continuidade. A diferença entre os dois grupos aumentou dois pontos porcentuais.
Rejeição de Lula e Flávio é semelhante - O levantamento também mediu a rejeição aos principais nomes colocados como pré-candidatos à Presidência. Lula aparece com 54% de rejeição, em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 55%. Ambos concentram os maiores índices negativos entre os nomes testados.
A imagem negativa de Lula está estável desde dezembro de 2025. O pico foi registrado em maio do ano passado, com 57%. Em agosto, caiu para 51%, voltando a subir no fim do ano para os atuais 54%.
Flávio Bolsonaro atingiu sua maior rejeição em dezembro, quando 60% afirmaram que o conheciam e não votariam nele. Em janeiro, o índice recuou para 55% e permaneceu no mesmo patamar na pesquisa mais recente.
Por outro lado, Lula e Flávio também lideram no índice de “conhece e votaria”. O presidente tem 42%, enquanto o senador aparece com 36%. Para Flávio, esse é o maior porcentual positivo já registrado na série histórica. Lula alcançou seu melhor desempenho em agosto e outubro de 2025, quando marcou 47%.
Governadores ainda pouco conhecidos - Entre os governadores citados como possíveis nomes da centro-direita e direita, Ratinho Júnior (PSD-PR) aparece com 40% de rejeição e 23% de potencial de voto, sendo o mais conhecido entre eles.
Ronaldo Caiado (PSD-GO) registra 35% de rejeição, Romeu Zema (Novo-MG) tem 34%, e Eduardo Leite (PSD-RS), 35%. Todos apresentam taxas de desconhecimento superiores a 50% e potencial de voto que varia entre 10% e 14%.
Força do apoio de Bolsonaro - A pesquisa indica que aumentou o número de eleitores que sabem do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro à candidatura do filho Flávio. O porcentual passou de 61% em dezembro para 69%. Os que desconheciam o endosso caíram de 39% para 31%.
Quando questionados sobre a decisão de Bolsonaro de lançar o filho, 44% consideram correta, 42% avaliam como errada e 14% não souberam ou não quiseram responder.
Apesar disso, 49% afirmam que não votariam no candidato indicado por Bolsonaro. Outros 25% dizem que podem considerar o voto, mas não decidirão apenas por isso. Já 22% declaram que votariam no escolhido do ex-presidente.
Cenários de disputa - No confronto direto, 55% acreditam que Lula venceria a eleição caso o adversário fosse um integrante da família Bolsonaro. Apenas 35% veem vitória da oposição nesse cenário.
Se a direita se unir em torno de outro nome, fora da família Bolsonaro, 40% acreditam em vitória da oposição, enquanto 49% projetam triunfo de Lula.
A pesquisa também perguntou o que mais gera temor no momento: mais quatro anos de Lula ou o retorno de Bolsonaro ao poder. O medo da volta do ex-presidente é citado por 44% dos entrevistados, em queda em relação aos 46% registrados em janeiro. Já 41% dizem temer um novo mandato de Lula. Outros 7% afirmam ter receio dos dois, e 4% não responderam.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro, com 2.004 entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00249/2026.