Douglas Vieira | 10 de fevereiro de 2026 - 14h25

Campo Grande confirma primeiro caso de morcego com raiva em área urbana

Animal foi encontrado em quintal no Vivendas do Bosque e acendeu alerta da vigilância sanitária

SAÚDE PÚBLICA
Morcego com raiva foi encontrado em quintal de residência no Bairro Vivendas do Bosque. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmou o primeiro caso de morcego contaminado pelo vírus da raiva dentro do perímetro urbano de Campo Grande. O animal foi localizado no quintal de uma residência no Bairro Vivendas do Bosque, após a moradora acionar a Gerência de Controle de Zoonoses (CCZ) ao perceber o morcego caído no chão.

De acordo com a Sesau, o caso reforça a importância da vigilância permanente e da adoção de cuidados básicos por parte da população. Técnicos explicam que Campo Grande possui uma população significativa de morcegos, formada principalmente por espécies que se alimentam de frutos e insetos. Em condições normais, esses animais não oferecem risco à saúde humana.

No entanto, mesmo não sendo hematófagos, os morcegos podem, de forma ocasional, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e, em situações específicas, seres humanos. Por isso, qualquer comportamento fora do padrão é tratado como suspeito.

A orientação da Sesau é clara: todo morcego encontrado em situação anormal — seja caído no chão, vivo ou morto, ou que entre em ambientes internos das residências — deve ser considerado suspeito para raiva. Nessas circunstâncias, a população não deve tocar no animal em hipótese alguma.

A recomendação é isolar o local, evitando o contato de pessoas e animais domésticos, e acionar imediatamente o CCZ para que o recolhimento seja feito de forma segura por equipe treinada. Após a coleta, o animal é encaminhado para análise laboratorial, onde é realizada a investigação da presença do vírus, seguindo os protocolos sanitários vigentes.

A secretaria também esclarece que morcegos observados voando à noite ou abrigados durante o dia, em locais adequados, não representam risco e não devem ser manipulados. A preocupação surge apenas quando há alteração no comportamento ou contato não usual com o ambiente doméstico.

Em casos de contato direto e acidental com morcegos em situação suspeita, a Sesau orienta que a pessoa procure imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas. Nesses locais, será feita a avaliação clínica e, se necessário, iniciado o protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição.

Outro ponto reforçado pela pasta é a vacinação anual de cães e gatos contra a raiva. Segundo a Sesau, os animais domésticos vacinados funcionam como uma importante barreira sanitária, ajudando a impedir a circulação do vírus entre os mamíferos e reduzindo o risco à população.

Como acionar o CCZ

O recolhimento de morcegos suspeitos pode ser solicitado pelos seguintes canais:

Telefone geral: (67) 3313-5000

De segunda a sexta-feira, das 7h às 17h:
(67) 2020-1801 / (67) 2020-1789

De segunda a sexta-feira, das 17h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h:
(67) 2020-1794

Caso o animal seja encontrado fora do horário de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, sem contato direto, e acionar o CCZ assim que o serviço for retomado.

A Sesau informou que segue monitorando a situação e destacou que as ações de vigilância e prevenção contra a raiva são permanentes no município, com o objetivo de garantir resposta rápida e segurança à população.