Haddad diz que ainda não há data para deixar Fazenda após pedido de Lula por novas entregas
Ministro afirma que presidente solicitou conclusão de projetos antes de sua saída do cargo
GOVERNO FEDERALO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10) que ainda não há uma data definida para sua saída do comando da equipe econômica do governo federal. A declaração marca uma mudança no discurso adotado desde o fim do ano passado, quando o ministro indicava que deixaria o cargo entre janeiro e fevereiro.
Segundo Haddad, a permanência está ligada a pedidos feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a conclusão de algumas entregas consideradas prioritárias. O ministro relatou que o tema foi tratado em um encontro recente com o presidente.
Durante participação em um evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo, Haddad afirmou que Lula solicitou a finalização de algumas demandas antes de sua saída. O ministro ressaltou que, apesar de não haver um prazo estabelecido, a decisão de deixar o cargo permanece.
Haddad evitou detalhar quais projetos foram solicitados pelo presidente, mas informou que parte das medidas envolve a área de segurança pública, em articulação com o Ministério da Justiça. Também mencionou que o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, pode integrar a comitiva presidencial em uma viagem a Washington.
Na capital norte-americana, Lula deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Haddad não comentou detalhes da agenda internacional nem confirmou oficialmente a participação do secretário da Receita.
Questionado sobre a sucessão no Ministério da Fazenda, o ministro não indicou nomes, mas destacou a qualificação técnica da atual equipe econômica. Nos bastidores, o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, é apontado como principal cotado para assumir o comando do ministério. Um dos cenários avaliados inclui a ida do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, para a secretaria-executiva.
Sem confirmar mudanças, Haddad afirmou que Lula demonstra satisfação com os resultados observados no final de seu governo e confiança nos integrantes da equipe econômica. O ministro ressaltou a experiência e a reputação dos secretários que hoje ocupam cargos estratégicos na pasta.