Sabrina Legramandi | 09 de fevereiro de 2026 - 21h45

Luciana Gimenez nega qualquer vínculo com Jeffrey Epstein após ter nome citado em documentos

Apresentadora diz que nunca conheceu o bilionário e atribui menção a registros bancários genéricos

CASO EPSTEIN
Luciana Gimenez. - (Foto: Reprodução/ Instagram)

A apresentadora Luciana Gimenez negou, nesta segunda-feira (9), qualquer relação com o bilionário Jeffrey Epstein após ter o nome citado em documentos divulgados no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A menção ocorreu em registros de transferências bancárias realizadas por Epstein que constam nos arquivos tornados públicos recentemente.

Em nota publicada nas redes sociais, Luciana afirmou que nunca conheceu Epstein e que jamais teve contato pessoal, profissional ou financeiro com ele. A apresentadora repudiou o que classificou como uma tentativa de associar seu nome aos crimes atribuídos ao financista, acusado de liderar uma rede de exploração sexual de menores.

Segundo o comunicado, Luciana atribui a citação a uma “vinculação indevida” envolvendo o banco onde mantinha conta, o Deutsche Bank Trust Company Americas. Ela informou que entrou em contato com a instituição para esclarecer o caso e que aguarda uma resposta oficial.

De acordo com a nota, informações preliminares indicam que o governo norte-americano solicitou ao banco registros financeiros de determinados períodos, sem filtragem individualizada ou análise de contexto. Todo o conjunto de documentos teria sido encaminhado e publicado na plataforma oficial, o que resultou na inclusão de nomes de diversos clientes que não têm relação com o caso Epstein.

“Por isso, constam nos arquivos nomes de diversos clientes do banco, incluindo o de Luciana, que nada têm a ver com o caso em questão e que também fizeram transações naquele período”, diz um trecho do comunicado.

Ainda segundo a apresentadora, as movimentações citadas nos documentos dizem respeito apenas a transferências internas, da própria conta de investimentos para sua conta de pessoa física. Por se tratarem de registros antigos, referentes ao período entre 2014 e 2018, o banco estaria reunindo os dados para comprovar que as operações não envolvem terceiros.

Luciana afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e pediu cautela na divulgação das informações. “A fim de evitar interpretações equivocadas e danos injustificados à sua reputação”, destacou.

O caso voltou a ganhar repercussão após a divulgação, na semana passada, de milhões de páginas relacionadas a Jeffrey Epstein. Os documentos revelam ligações financeiras e sociais do bilionário com pessoas famosas e influentes, reacendendo o debate em torno do escândalo.

Jeffrey Epstein morreu em 2019, um mês após ser preso em Nova York. À época, a autópsia concluiu que ele cometeu suicídio. O financista foi acusado de comandar, ao lado da ex-namorada Ghislaine Maxwell, um esquema de exploração e tráfico sexual de adolescentes entre 2002 e 2005, em propriedades nos Estados Unidos e no Caribe.