Redação O Estado de S. Paulo | 09 de fevereiro de 2026 - 18h15

Avó é presa suspeita de vender netas para esquema de exploração sexual em SP

Investigação aponta esquema de exploração sexual que durou anos e envolvia uso de documentos falsos

CRIME
Avó é presa suspeita de vender netas para esquema de exploração sexual em SP. - (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta segunda-feira (9), Denise Moreo, de 55 anos, suspeita de integrar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em São Paulo. Segundo a investigação, ela teria vendido as próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, para o piloto da companhia aérea Latam Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, também preso no mesmo dia.

A prisão de Lopes ocorreu no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, de onde ele foi retirado de uma aeronave por agentes da polícia. A reportagem tenta contato com as defesas dos investigados. O espaço permanece aberto para manifestações.

De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso, as investigações indicam que o piloto praticava estupro de vulnerável quando tinha contato direto com as crianças.

“Quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava”, afirmou a delegada.

Segundo a Polícia Civil, Sérgio Antônio Lopes participava do esquema de exploração sexual e pornografia infantil há pelo menos oito anos. As apurações apontam que ele utilizava documentos falsos para conseguir levar crianças e adolescentes a motéis, se passando por responsável legal ou apresentando registros de identidade adulterados.

“Ele tinha contato com algumas das vítimas e levava até para motel com RG de pessoa maior de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos e hoje ela está com 12. A outra acabou de fazer 18 anos. Quando ele tinha contato físico, real, com essas crianças, então ele as estuprava”, detalhou Ivalda Aleixo.

Além das duas prisões efetuadas nesta segunda-feira, a Polícia Civil cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados ligados ao esquema. As ações ocorrem em endereços na capital paulista e também no município de Guararema, na região metropolitana.

O material apreendido deve auxiliar na identificação de outras possíveis vítimas e no aprofundamento das investigações sobre a rede criminosa. O caso segue em apuração pelo DHPP, que não descarta novos desdobramentos.