09 de fevereiro de 2026 - 17h25

Zambrano denuncia extorsão após acusação de violência sexual no Uruguai

Defesa diz que jogador do Alianza Lima recebeu mensagens pedindo dinheiro enquanto queixa era registrada

CASO POLICIAL
Carlos Zambrano, zagueiro do Alianza Lima, é investigado em caso ocorrido durante pré-temporada no Uruguai. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O zagueiro Carlos Zambrano, do Alianza Lima, entrou com uma denúncia por extorsão contra a jovem argentina de 22 anos que o acusa de violência sexual em um hotel no Uruguai. Segundo a defesa, o jogador passou a receber mensagens com pedidos de dinheiro pouco depois do episódio que motivou a investigação criminal.

A informação foi divulgada pelo advogado de Zambrano, Gonzalo Hidalgo, em entrevista à emissora peruana RPP. De acordo com ele, a denúncia foi protocolada há cerca de uma semana na Procuradoria Criminal da província de Callao, no Peru, região próxima à capital Lima.

Segundo Hidalgo, as mensagens teriam sido enviadas por um motorista, apontado como intermediário entre o jogador e a jovem que o acusa. “Meu cliente recebeu mensagens de extorsão do motorista, que é a pessoa que se comunica com a mulher que ele levou ao hotel, sabendo que ela é a favorecida”, afirmou o advogado. Ainda conforme o defensor, as mensagens chegaram cerca de 20 a 25 minutos depois do registro da queixa.

A defesa sustenta que, além da mulher e do motorista, outras três pessoas estariam envolvidas no suposto esquema de extorsão. O advogado, no entanto, não deu detalhes sobre a identidade dos citados nem sobre o teor completo das mensagens recebidas pelo atleta.

Enquanto o caso segue em apuração, Zambrano permanece no elenco do Alianza Lima, mas está treinando separadamente do grupo principal. Diferentemente dele, Miguel Trauco e Sergio Peña, os outros dois jogadores citados na denúncia de violência sexual, foram desligados do clube no sábado.

Hidalgo ressaltou que sua atuação profissional se limita exclusivamente à denúncia de extorsão apresentada no Peru. “Ele já tem uma equipe de advogados na Argentina e no Uruguai cuidando do assunto. Não posso emitir um parecer jurídico sobre a questão porque não tenho conhecimento suficiente da situação legal, já que não estou cuidando do caso e não tenho autorização para fazê-lo”, explicou.

O episódio investigado ocorreu no dia 18 de janeiro, em um hotel de Montevidéu, onde o Alianza Lima estava concentrado para a pré-temporada. A denúncia, entretanto, foi formalizada três dias depois, em Buenos Aires, após a jovem procurar atendimento médico no Hospital Muñiz. O caso foi encaminhado à 14ª Vara Criminal e Correcional Nacional, que determinou a realização de perícia, além da adoção de medidas probatórias e de proteção à denunciante.

De acordo com o relato registrado, a jovem foi ao hotel a convite de Zambrano, de quem era conhecida, acompanhada de uma amiga. Após consumir bebidas alcoólicas, ela teria sido vítima de agressão sexual praticada pelos três jogadores. Ainda segundo a denúncia, a mulher retornou à Argentina logo após o ocorrido, buscou atendimento médico imediato e preservou as vestimentas usadas na noite, que teriam sido entregues para auxiliar na investigação.

O caso segue sob apuração das autoridades argentinas e uruguaias, enquanto a denúncia de extorsão apresentada por Zambrano tramita no Peru.