Tarcísio diz que Consolação não comporta 1,5 milhão de foliões
Governador comenta superlotação no pré-carnaval e defende ajustes operacionais para evitar riscos
CARNAVAL SPO governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a Rua da Consolação não comporta um público do tamanho registrado durante o pré-carnaval de rua no último domingo (8), quando o encontro de dois megablocos provocou superlotação, tumultos e a necessidade de um plano de contingência na região central da capital.
“Não dá para ter 1,5 milhão de pessoas na Consolação”, disse o governador em entrevista à GloboNews. Segundo ele, o carnaval de rua em São Paulo está cada vez mais concorrido e exige ajustes operacionais para garantir a segurança dos foliões.
Tarcísio relatou que tratou do tema diretamente com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), discutindo medidas como o bloqueio de vias quando a capacidade máxima é atingida, a disposição das grades de proteção, o espaçamento entre elas e a agilidade na liberação de áreas congestionadas.
De acordo com o governador, a atuação conjunta da Prefeitura e da Polícia Militar foi decisiva para conter o agravamento da situação. “Agiram muito rápido na remoção de gradis, na interrupção de ruas e na liberação das vias transversais”, afirmou, ao avaliar que essas ações permitiram o escoamento do público concentrado na região.
O posicionamento ocorre após um fim de semana marcado por confusão na Rua da Consolação, onde foliões passaram mal, grades foram derrubadas e houve registros de empurra-empurra. Diante do cenário, a administração municipal acionou um plano de contingência para controlar o fluxo de pessoas.
A repercussão do caso levou o Ministério Público de São Paulo a abrir uma investigação. A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital instaurou apuração nesta segunda-feira (9) para analisar as circunstâncias da superlotação e eventuais falhas no planejamento dos desfiles.
Nas redes sociais, foliões relataram o desconforto vivido durante o evento, descrevendo a situação como “horrível”, “caos total” e até “desgraçamento mental”, em críticas à concentração excessiva de pessoas em um mesmo espaço.
Apesar dos problemas, o prefeito Ricardo Nunes avaliou o primeiro fim de semana de carnaval como um “sucesso”. Segundo ele, levando em conta o volume de público e o número reduzido de ocorrências graves, a infraestrutura montada pela Prefeitura “foi perfeita”.
O episódio reacendeu o debate sobre limites de público, logística e planejamento urbano para os grandes blocos de rua em São Paulo, especialmente em regiões com capacidade restrita de circulação.