Iury de Oliveira | 09 de fevereiro de 2026 - 13h45

Projeto de Salineiro destrava poda de árvores em risco de queda em Campo Grande

Proposta alinha Campo Grande à lei federal, define regras para autorização tácita e exige laudo técnico para poda ou corte em áreas de risco

MEIO AMBIENTE
O vereador André Salineiro (PL) - (Foto: Divulgação)

O vereador André Salineiro (PL) apresentou um projeto de lei que pretende destravar pedidos de poda e corte de árvores que ofereçam risco em Campo Grande. A proposta define regras claras para situações em vias públicas e imóveis privados, busca dar segurança jurídica aos moradores e adequar a legislação municipal à nova redação da Lei Federal nº 9.605, que passou a permitir autorização automática quando há omissão do poder público.

“O objetivo é prevenir acidentes, proteger vidas e garantir que a lei federal seja efetivamente aplicada no âmbito municipal, sem abrir mão da responsabilidade ambiental”, destaca Salineiro.

Pelo texto, o cidadão deverá pedir a poda ou o corte da árvore à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) sempre que houver risco à integridade física de pessoas, à segurança de imóveis, à circulação de veículos ou à prestação de serviços públicos.

Autorização automática após 45 dias - O projeto fixa prazo máximo de 45 dias para que a administração municipal se manifeste, de forma expressa e fundamentada, sobre o pedido. Se não houver resposta dentro desse período, a autorização será considerada concedida de forma tácita.

Com isso, o morador poderá contratar profissional ou empresa habilitada para executar o serviço, desde que respeitadas as normas técnicas, ambientais e de segurança. A ideia é evitar que processos parados deixem em pé árvores que já representam risco real de queda ou de acidentes.

Como o morador deve fazer o pedido - Para solicitar a poda ou o corte, o cidadão terá de apresentar:

  • seus dados pessoais;

  • a identificação do imóvel ou local afetado;

  • uma explicação clara sobre o risco existente;

  • laudo técnico de profissional ou empresa habilitada, confirmando o risco de acidente e a necessidade da intervenção;

  • fotos do local, sempre que possível.

Na prática, o projeto tenta equilibrar a proteção ambiental com a urgência de resolver casos em que árvores ameaçam telhados, fiações, calçadas, veículos ou a própria circulação nas ruas da Capital. Caso aprovado, o texto deve criar um fluxo mais objetivo para análise dos pedidos, reduzindo a insegurança de quem teme tanto o risco de queda quanto eventuais punições por intervir sem respaldo legal.