Ministro diz que Minha Casa Minha Vida tem menor juro da história e descarta revisão
Jader Filho afirma que taxas atuais atendem à demanda e fortalecem construção civil
HABITAÇÃOO ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou nesta segunda-feira (9) que o programa Minha Casa Minha Vida opera com as menores taxas de juros já praticadas entre as políticas habitacionais do país. Questionado sobre a possibilidade de reduzir ainda mais os percentuais, o ministro descartou mudanças no curto prazo e disse que os números atuais atendem às necessidades da população.
“Estamos na menor taxa de juros da história do programa na faixa 1, que atende famílias com renda de até R$ 2.850. A taxa é de 4% ao ano nas regiões Norte e Nordeste e de 4,25% nas demais regiões”, afirmou Jader Filho, ao conversar com jornalistas.
Segundo o ministro, não há previsão de revisão desses índices. “Acreditamos que, até pelos resultados apresentados, essa taxa de juros está atendendo a necessidade do povo brasileiro”, reforçou.
A declaração foi dada durante o seminário “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios”, realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. No evento, Jader Filho destacou o papel do Minha Casa Minha Vida como principal motor do mercado imobiliário brasileiro.
De acordo com o ministro, cerca de 85% dos lançamentos habitacionais no país estão hoje vinculados ao programa. Para ele, os juros mais baixos também tendem a reequilibrar os mecanismos de financiamento, especialmente a poupança, tradicional fonte de recursos do setor.
“Com taxas de juros menores, a poupança volta a ser competitiva como instrumento de financiamento habitacional”, explicou. Jader Filho ponderou, no entanto, que não acredita em um retorno aos níveis de captação observados em períodos anteriores, mas vê espaço para maior disponibilidade de recursos.
Na avaliação do ministro, esse cenário contribui diretamente para o fortalecimento da construção civil, setor considerado estratégico para a economia. “Com a taxa de juros caindo, sobra mais recurso para o financiamento e, com isso, fortalecemos a construção civil, que é uma área fundamental para a geração de emprego e renda”, concluiu.
O Minha Casa Minha Vida é uma das principais apostas do governo federal para reduzir o déficit habitacional e estimular a atividade econômica, especialmente entre as famílias de baixa renda, que concentram a maior demanda por moradia no país.