SECCG recebe ministro Guilherme Boulos para debate sobre escala 6x1
Encontro em Campo Grande discute projeto que reduz jornada para 40 horas, extingue escala 6x1 e mantém salários dos comerciários
DIREITOS TRABALHISTASO Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG) sediou, ontem, um encontro do movimento sindical de Mato Grosso do Sul com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. A escolha da entidade, que há 91 anos representa mais de 40 mil trabalhadores do comércio na Capital, reforçou o protagonismo do sindicato na defesa de mudanças na legislação trabalhista.
Recebido pelo presidente do SECCG, Carlos Santos, o ministro se reuniu com lideranças sindicais, representantes de federações e confederações, vereadores e outras autoridades. No centro da pauta esteve o projeto que prevê o fim da escala 6x1 e a modernização das relações de trabalho.
Carlos Santos lembrou que a redução da jornada é uma bandeira histórica do movimento sindical. “Defendemos que a redução da jornada proporciona mais qualidade de vida ao empregado, fortalece o convívio familiar e amplia as oportunidades de qualificação profissional. Trata-se de uma pauta histórica do movimento sindical e que dialoga com as necessidades da sociedade moderna”, afirmou.
Boulos explicou que a proposta deve tramitar em regime de urgência na Câmara dos Deputados ainda neste semestre. Segundo ele, o texto tem três pilares: fim da escala 6x1, com limite de até cinco dias de trabalho para dois de descanso; redução da jornada semanal para 40 horas; e manutenção integral dos salários. Em regime de urgência, o Congresso terá até 60 dias para votar o projeto, sob risco de travar a pauta legislativa.
O ministro também destacou a tradição do SECCG, fundado em 25 de novembro de 1935, como um dos sindicatos mais antigos do Estado e referência na luta pelos direitos trabalhistas. Para o presidente Carlos Santos, receber o encontro em Campo Grande é um reconhecimento nacional ao trabalho realizado pela entidade.
“O SECCG sempre esteve na linha de frente na defesa dos comerciários e continuará atuando com firmeza para garantir avanços que promovam dignidade, equilíbrio social e melhores condições de trabalho para milhares de famílias campo-grandenses”, concluiu.