08 de fevereiro de 2026 - 14h30

Morre Adriano Gomes de Lima, ícone da natação paralímpica brasileira, aos 52 anos

Potiguar conquistou nove medalhas paralímpicas e construiu trajetória marcada por superação e títulos

LUTO NO ESPORTE
Adriano Gomes de Lima, um dos maiores medalhistas paralímpicos do Brasil, morreu aos 52 anos em Natal. - Imagem ilustrativa/ A Crítica

O ex-nadador paralímpico Adriano Gomes de Lima morreu neste sábado, em Natal, aos 52 anos. Um dos maiores medalhistas da história do esporte paralímpico brasileiro, ele tratava um câncer ósseo. A morte foi confirmada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que destacou a importância do atleta para o paradesporto nacional.

Natural do Rio Grande do Norte, Adriano acumulou nove medalhas em Jogos Paralímpicos ao longo da carreira: uma de ouro, cinco de prata e três de bronze. Ele participou de seis edições da maior competição do esporte paralímpico mundial, entre Atlanta-1996 e Rio-2016, mantendo presença constante na elite da natação por duas décadas.

“Adriano está entre os grandes medalhistas paralímpicos da história do Brasil, com um ouro, cinco pratas e três bronzes, conquistadas em seis edições dos Jogos”, afirmou o CPB, em nota oficial. A entidade também manifestou solidariedade à família e aos amigos do atleta e ressaltou que sua trajetória seguirá como referência no esporte brasileiro.

Da reabilitação ao topo do pódio - A relação de Adriano com a natação começou ainda na juventude, como parte de um processo de reabilitação. Aos 17 anos, ele sofreu um acidente de trabalho ao cair do telhado de uma obra, o que resultou em paraplegia. A partir desse episódio, encontrou no esporte um caminho de recuperação física e de transformação pessoal.

O que começou como tratamento se transformou em carreira de alto rendimento. Especialista no nado livre, Adriano rapidamente passou a se destacar em competições nacionais e internacionais, tornando-se um dos principais nomes da natação paralímpica do país.

Presença constante em grandes competições - Além das seis edições dos Jogos Paralímpicos — Atlanta-1996, Sydney-2000, Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016 — Adriano também representou o Brasil em cinco edições dos Jogos Parapan-Americanos. Nessas competições continentais, somou 30 medalhas, ampliando ainda mais sua galeria de conquistas.

Em Campeonatos Mundiais de natação paralímpica, o potiguar subiu ao pódio em 12 oportunidades, resultados que o colocaram entre os atletas mais regulares e longevos da modalidade no cenário internacional.

Reconhecimento em vida - Em 2025, Adriano Gomes de Lima esteve entre os atletas homenageados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro durante as comemorações dos 30 anos da entidade. A homenagem destacou não apenas os resultados expressivos nas piscinas, mas também a contribuição do ex-nadador para o desenvolvimento e a visibilidade do paradesporto no Brasil.

A trajetória de Adriano é frequentemente citada como exemplo de perseverança, dedicação e compromisso com o esporte, inspirando gerações de atletas paralímpicos em diferentes modalidades.

Legado para o esporte brasileiro - Com uma carreira marcada por títulos, longevidade e superação, Adriano Gomes de Lima deixa um legado que vai além das medalhas. Sua história ajudou a ampliar o reconhecimento do esporte paralímpico no país e reforçou a importância de políticas de incentivo à inclusão por meio do esporte.

A morte do ex-nadador representa uma perda significativa para a natação e para o movimento paralímpico brasileiro, que se despede de um de seus principais representantes.