Sergio Neto | 08 de fevereiro de 2026 - 07h50

Leila cobra emissoras por mais visibilidade ao futebol feminino após título do Palmeiras

Presidente aponta custos elevados e horários de jogos como entraves à modalidade

FUTEBOL
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira - (Foto: Cesar Greco/SE Palmeiras)

Presente na Arena Barueri neste sábado (07) a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, acompanhou de perto a vitória da equipe feminina sobre o Corinthians na Supercopa Feminina. Após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, o título foi decidido nos pênaltis, com triunfo alviverde por 5 a 4. Mesmo antes da partida, no entanto, o foco da dirigente esteve além do resultado em campo.

Questionada pela TV Globo sobre a possibilidade de o Allianz Parque ser a casa fixa do futebol feminino do clube, Leila afirmou que a discussão vai além da definição de mando de campo. Segundo ela, o crescimento da modalidade passa por mudanças estruturais, especialmente relacionadas a investimento, visibilidade e apoio das transmissoras.

“Eu acho que é questão de cultura essa valorização do futebol feminino. E isso parte do investimento, que nós estamos fazendo. Divulgação das emissoras, eu preciso muito da parceria da Globo com investimento e maior visibilidade. Melhores horários para o futebol feminino. Não colocar a gente às oito e meia, nove e meia da noite."

A presidente também detalhou os custos envolvidos para utilizar o Allianz Parque em partidas do futebol feminino, ressaltando que, diferentemente do masculino, o clube precisa arcar com despesas para mandar jogos no estádio. Segundo Leila, esses valores impactam diretamente a decisão sobre onde as partidas são realizadas.

“Para jogar futebol feminino no Allianz Parque, nós temos de pagar. Nós não temos custo quando é o masculino, o feminino nós temos de pagar. E os valores são relevantes. A receita, que não é muito grande no futebol feminino, em virtude da televisão... a gente não recebe das transmissões. A gente recebe em caso de título. Mas é a CBF."

Além da questão financeira, Leila citou a agenda de eventos do estádio, como shows, que nem sempre permite a utilização do Allianz para jogos da equipe feminina. Para ela, a combinação desses fatores dificulta a adoção do local como sede fixa da modalidade.

“A gente precisa melhorar essa parte financeira para que a gente possa colocar os jogos do Palmeiras no Allianz Parque. Aí sim a gente poderia começar a pensar. Mas não é só a questão financeira. É questão também que às vezes não é possível em virtude do Allianz ter compromisso de shows”, completou.