Douglas Vieira | 07 de fevereiro de 2026 - 15h45

Polícia prende suspeito de abusar de adolescentes após aliciá-los com comida e dinheiro

Operação Banquete Amargo identificou ao menos seis vítimas em Costa Rica, no interior de MS

CRIME SEXUAL
Operação Banquete Amargo resultou na prisão de suspeito de explorar sexualmente adolescentes em Costa Rica. - (Foto: Polícia Civil)

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso na manhã deste sábado (7) em Costa Rica, município localizado a cerca de 330 quilômetros de Campo Grande, suspeito de cometer os crimes de estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição ou exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo a Polícia Civil, pelo menos seis vítimas já foram identificadas.

A prisão aconteceu durante a operação “Banquete Amargo”, deflagrada após a Polícia Militar receber uma denúncia anônima indicando a prática dos crimes na residência do investigado. A partir da informação, a Polícia Civil iniciou diligências e confirmou que o suspeito se aproveitava da vulnerabilidade social dos jovens para aliciá-los.

De acordo com as investigações, o homem abordava adolescentes em praças públicas e locais de lazer da cidade. A aproximação começava com a oferta de refrigerantes, doces e bolachas. Com o tempo, ele passava a convidar as vítimas para sua casa, onde oferecia refeições, como churrascos, criando um vínculo de confiança.

Após conquistar a proximidade dos jovens, o suspeito fazia propostas para a prática de atos sexuais mediante pagamento. Os valores oferecidos variavam entre R$ 50 e R$ 100, conforme relatado pelas autoridades. A polícia aponta que o auxílio financeiro e a alimentação eram utilizados como estratégia para facilitar os abusos.

Na manhã deste sábado, equipes policiais cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no Bairro Buenos Aires. Durante a ação, aparelhos telefônicos foram recolhidos. A Justiça autorizou a quebra do sigilo dos dispositivos, que devem auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de possíveis novas vítimas.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência direta ao método utilizado pelo suspeito para atrair e aliciar os adolescentes. As investigações continuam em andamento, e novas diligências não estão descartadas.

A Polícia Civil reforça que denúncias de crimes contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais e destaca a importância da colaboração da população para combater esse tipo de violência.